<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?>
			<rss version="2.0">
			  <channel>
			  <title>irmaos.com - Adolecrentes</title>
			  <description>Textos da seção Adolecrentes</description>
			  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?coluna=adolecrentes</link>
			  <language>pt-br</language>
			
				  <item>
				  <title>Salvação no Haiti</title>
				  <description>
Sou Ana Del Pietra, tenho quinze anos, e sobrevivi ao terremoto que arrasou meu país.

Apagaram-se as luzes e a escuridão era tudo que se podia ver. O gosto de poeira entrava pelas minhas narinas e fazia arder meus olhos. Encolhi os ombros com medo, pois apesar de não estar vendo nada, ouvia gritos e barulho de paredes desabando. Um grito de terror misturado com dor ressoou perto de mim. Eu não tinha forças para me mexer, fiquei paralisada, embora não sentisse nenhuma dor, eu estava perplexa. Percebi que eu estava no meio dos escombros. Tudo tinha acabado. Cadê a Rose? 

Naquela tarde tudo parecia normal. Eu percorri o caminho de sempre. Estranhei que minha prima Rose não tivesse aparecido na escola e resolvi visitá-la, afinal éramos apelidadas de "as gêmeas", e não era pela aparência física.

Na verdade, fisicamente éramos bem diferentes. Eu, mais moderninha. Cabelos esticados, castanhos escuros, mas com uma mecha loira na frente, isso ressaltava mais a minha pele negra.  Gostava de calça jeans, se bem que só tinha duas, e além disso, eu tinha ficado com bem mais meninos do que ela.

Rose não era assim. Parecia uma indiazinha, sempre de saia de tecido estampado, nem sempre combinando com a sandália ou com a blusa. A gente era pobre, mas nos divertíamos. Apesar disso ela tinha uma qualidade. Ela era sincera e lia a Bíblia todos os dias. Aliás, muitas vezes ela me convidou para ir à "Cabana". Era assim que ela chamava o lugar rústico mal coberto e sem reboco, que ela e um monte de gente estranha se reunia para estudar a Bíblia, orar, e falar de Jesus. Se eu fui? Bom, eu detestava essas coisas, mas vamos pular essa parte. 

Finalmente cheguei à casa dela, que ficava numa rua estreita de terra , onde as casas pareciam ter sido construídas umas em cima das outras, por isso apenas vielas e becos davam acesso ao lugar.   Ela estava sozinha e parecia estar mexendo na cozinha. Já estava na hora do pai e os três irmãos mais novos chegarem da rua, onde eles vendiam frutas todos os dias para o ganha pão.  

19:50 da noite avistei Rose pela porta de entrada. "Oi amiga", gritei. Ela sorriu. E tudo desabou. Foi muito rápido, pensei que o mundo estivesse acabando, pois a Rose sempre me alertava que era preciso se preparar para a vinda de Jesus, e eu, sempre tive medo de não dar tempo de mudar de vida. Até aquele momento eu achava que isso era conversa de gente pouco esclarecida. Mas tudo mudou quando a terra tremeu. Ouvi gritos abafados do lado de fora:  "Terremoto! Terremoto!  As pessoas desesperadas clamavam a Deus. 

Fui tateando a parece, para tentar chegar ao lugar onde eu tinha visto a Rose. Não dava nem pra ficar em pé, pois havia um peso enorme, só então entendi que a casa devia ter caído em cima de nós. Folguei o pé, ao sentir que tinha pisado em algo macio - era o braço de Rose.  Percebi que ela devia ter desmaiado. E agora? Será que vamos morrer? 

O corpo dela estava preso debaixo de um monturo de terra e pedra. Fiquei apavorada ao sentir cheio de gás de cozinha vazando. Eu não tinha forças, mas precisava tirar esse monte de coisas de cima da minha prima. Devo ter demorado horas para remover os escombros na escuridão. Um pedaço de pau que achei me ajudou a continuar agachada, empurrando a terra com ele.Rose gemeu. Graças a Deus. Ela estava viva. 

- Você  consegue andar?

Ela não me respondeu. Parecia estar atordoada e sua cabeça sangrava um pouco. Gritei por socorro. Ninguém me ouviu. Eu não sabia o que fazer. Chorei abraçada à Rose, e permaneci assim talvez por uns dez minutos que pareciam uma eternidade. 

- Vou puxar você pra lá. Tem um barulho em cima de nós, isso vai cair a qualquer minuto. Ela balançou a cabeça concordando. 

Acabei de puxá-la. Tudo ruiu e desabou exatamente no lugar em que ela tinha estado. Foi numa fração de segundos.  Quando a laje acabou de cair, deu pra ver o céu, então percebi que tinha uma saída. 

Arrastei a Rose até a saída. Aí vi a rua. Pessoas desoladas sentadas na rua choravam. Gente machucada por todos os lados. Carros de bombeiros. Escuridão total. Só a luz da lua e faróis de carro de socorro, aliviava as trevas. Engoli a saliva com dificuldade  sentindo o gosto de terra.  

- Estamos salvas Rose. Estamos salvas!! 

Graças a Deus os homens ouviram nossos gritos e terminaram de nos puxar para um lugar seguro. 

Foi nesse instante que Rose, já consciente me falou com voz fraca, mas firme.

- Prima, se eu morresse, eu já estava preparada, pois já tenho aceitado Jesus Cristo como meu Salvador. Você está preparada?

Eu não sabia bem o que eu estava sentindo, mas respondi com firmeza.

- Rose, eu não quero mais levar minha vida igual eu vinha levando. A gente quase morreu! A partir de hoje eu quero ser como você. Quero ter essa esperança.

- Então você  está recebendo a Cristo agora? Perguntou Rose enquanto esboçava um sorriso.

- Com certeza, respondi.

Um alívio inexplicável invadiu meu coração, então eu completei:

- Você  me ajuda?

- Claro, respondeu Rose. 

Foi a última vez que falei com a Rose. Ela está ainda internada num hospital improvisado pelos soldados para socorrer as vítimas. Ouvi dizer que ela passa bem.

Quanto a mim, permaneço firme na minha fé em Cristo, apesar de reconhecer que ainda preciso aprender muita coisa. Eu não sofri ferimentos graves, então estou empenhada a tentar a ajudar outros irmãos haitianos, que perderam tudo. É muito bom ver que a esperança deles também está em Jesus. Quando a Rose ficar boa, ela vai me ajudar. 

(Esta é  uma obra de ficção, para nos dar motivos para orar pelo Haiti, e pelos possíveis irmãos em Cristo que sofrem lá.)</description>
				  <pubDate>07 Feb 2010 00:00:00 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=3417</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Dilemas do namoro cristão </title>
				  <description>
Um dos comentários feitos no último artigo sugeria que publicássemos um artigo para quem tem namorados(as) cristãos. Sugestão aceita. 

É possível que alguns jovens pensem que se estiverem namorando então automaticamente estão fazendo a vontade de Deus, pois não estão "ficando" como o mundo faz.  Mas esse não é um conceito correto.  Entre crentes em Cristo, o namoro exige maturidade emocional, espiritual e até física. Por quê?

O cristão precisa seguir os princípios bíblicos, não somente no namoro, mas em todas as situações. Por isso os jovens cristãos que já estão namorando, devem estar atentos aos padrões de santidade, verdade, e domínio próprio contidos nas Escrituras. Pensar em namorar é natural, e se você ainda não teve esse pensamento, certamente terá algum dia. O namoro é um período muito bom, e é perfeitamente normal que jovens crentes queiram iniciar ou manter um namoro. Entretanto, é preciso entender que um namoro cristão envolve alguns dilemas. 

O primeiro dilema é a idade. Temos encontrado adolescentes convertidos de doze ou treze anos que estão namorando "sério" com ou sem consentimento dos pais. Para o mundo de hoje é considerado comum o namoro começar aos onze ou doze anos, mas isso não deveria ser aceito pelos cristãos. Particularmente não acho aconselhável um namoro tão precoce por vários motivos. Um dos motivos é o propósito. Qual seria o propósito de um menino de treze anos ou uma menina de doze ao iniciar um namoro? Qual deveria ser o propósito? 

A Bíblia nos ensina : "Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa (isso inclui o namoro), fazei tudo para a glória de Deus" (1 Cor 10:31). Glorificar a Deus deve ser o propósito maior do namoro!  Mas vale lembrar que namorar é lidar com os impulsos da carne. Quanto maior for a paixão, maior o desejo de tocar, possuir, explorar as carícias. Fugi da impureza! (1 Cor 6:18). Por isso, para glorificar a Deus no namoro, o jovem tem que ter maturidade espiritual para estabelecer limites, para controlar os desejos pecaminosos, e precisa conhecer a Bíblia, para que haja orientação mútua a respeito disso. Para o jovem cristão o principal requisito para um namoro que glorifica a Deus é este: maturidade espiritual. Mas é bom explicar que isso demanda tempo. Dificilmente um adolescente muito novinho terá tal respaldo espiritual para dizer não à carne e sim a Deus.

O segundo dilema é o local. Os adolescentes ou jovens normalmente procuram lugares isolados para namorar. Querem ficar sozinhos. Disso surgem outros agravantes. Alguns recebem seus namorados em seus quartos, ou no carro do pai, ou no escuro. Evite  lugares  perigosos.   Creio que jovens cristãos que queiram namorar, deveriam assumir isso em público e frequentar a casa da moça, comunicar à igreja. Isso é saudável e não levanta suspeita do mal.  

O terceiro dilema é  o tempo. Um namoro que começa muito cedo, acaba levando muitos anos até que se possa pensar em casamento. A Bíblia diz: Caso, porém não se dominem , que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado (1 Cor 7:9). Mas eu não posso casar!!! Então deveria,  como cristão, se preparar, e esperar. Além disso, o namoro prolongado cria certa liberdade, certa intimidade, certos vínculos, que podem ser prejudiciais à consciência cristã. Por falar em tempo, é necessário falar do perigo de exceder horários apropriados por causa da inconveniência e do testemunho. Todas as coisas são lícitas, mas nem todas me convém (1 Cor 6:12). A madrugada não é o melhor horário para os jovens cristãos estarem na rua namorando, e nem se for em casa. Também é preciso que boa parte do tempo seja passado na companhia de outros cristãos, evitando assim, encontros misteriosos que estimulam a curiosidade pela sensualidade.

O quarto dilema é a  mente. Uma mente muito ocupada com uma paixão, ou com os desejos da carne, pode enfraquecer a oração. Os contatos físicos em excesso podem interromper a oração.  As brigas mal resolvidas, podem atrapalhar a oração. O namoro cristão deveria ser um motivo a mais para o jovem orar, e se isso não estiver acontecendo, o seu namoro não estará glorificando a Deus. A Bíblia diz: Tudo que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento (Filipenses 4:8). Manter a mente pura é um grande desafio no namoro cristão. 

Você deve estar pensando: Mas irmão Sérgio!!!! Então o namoro cristão é difícil demaaaaaaaais! Não vou nem começar! 

Calma jovem, não se assuste. Se você amar mais ao Senhor Jesus do que ao seu namorado(a), será possível se você se preparar adequadamente.  É só orar bastante antes; orar durante, e saber esperar no Senhor.  Vai encarar? Bom namoro cristão pra você!</description>
				  <pubDate>22 Dec 2009 00:00:00 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=3305</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>O Talarico</title>
				  <description>
Em meu trabalho de capelania escolar, deparei-me aconselhando uma adolescente de 14 anos, ela reclamava dos apelidos pejorativos que recebia constantemente dos colegas de escola.

- Que tipo de apelido, por exemplo? Perguntei.

- Odeio quando eles me chamam de "talarica"

Talarica? O que vem a ser isso? Uma nova linguagem típica do adolescente? Uma gíria? Haveria alguma história por trás desse  termo?

Descobri que talarica significa aquela que rouba namorado de outra. Isso é uma alusão a uma música  que diz : "o talarico roubou minha mulher" . Dessa visão percebi que tal assunto daria um ótimo artigo para o "adolecrentes", principalmente pela seguinte realidade: "Todo mundo quer manter o (a) namorado (a) que tem,."

Todo adolescente fica preocupado, pois nessa fase ele sente a necessidade de se sentir amado, e aprecia as amizades cheias de lealdade. Mas o talarico está por todos os lados. Pode ser visto nas escolas, nas esquinas, no jogo de futebol, nas lan houses, nas festinhas de aniversário, e até na igreja!

Mas caro jovem, não fique tão preocupado, pois dependendo do namorado ou da namorada, até que perder seria lucro. Veja os exemplos:

O namorado não convertido.  Essa é uma fuga perigosa, que ocorre quando jovens cristãos buscam no mundo uma companhia, para manter a fama de ser um adolescente "da hora".  Um dos perigos desse tipo de relação se encontra no conceito de namoro que a pessoa sem Cristo tem, bem como da sua visão sobre "podes" e "não podes". Esse tipo não segue o padrão de comportamento guiado pelo Espírito, e vai forçar a barra para que o contato físico seja intenso, levando a relação para o sexo precoce, motivo de muitos casos de gravidez inesperada, doenças, e abandono das igrejas por parte da juventude.

O namorado mandão. Esse, também não compensa!  Esse tipo começa a namorar ontem e hoje já se sente o dono da pessoa. Começa a dar ordens, impor suas leis. Ninguém da igreja pode chegar perto, ninguém pode telefonar pra pessoa, ninguém pode sorrir. Isso revela uma pessoa cheia de insegurança e possessiva. Não respeita a individualidade do outro, nem sua família, nem menos suas convicções espirituais.  Sua vontade é soberana, e torna-se agressivo ou agressiva se sua voz não é atendida.  Esse tipo, se a talarica ou o talarico levasse, te faria um grande favor.

A namorada ciumenta.  Ela tem ciúme até de você com sua mãe! E quando você diz não concordar, ela  pensa que conseguirá qualquer coisa através do choro. Se um dia vier a se tornar esposa, vai dar trabalho!  É pirracenta e guarda muita mágoa e rancor.  

O namorado passa-tempo. Todo mundo sabe que o cara não tá pensando em nada sério. Muitas vezes é tão novo na idade que nunca trabalhou.  Esse tipo acha que ficar sozinho é feio e inadequado para a sua popularidade, então enrola as moças. Esse pode até ser cristão, mas é imaturo e só quer satisfazer as paixões carnais. Fuja também desse tipo!

Independentemente de qual seja o tipo de namorado ou namorada que você tem ou deseja ter, é necessário manter amizades verdadeiras e sinceras, e fugir do hipócrita, pois ele irá te prejudicar.

O talarico é um falso, um cobiçador, um traiçoeiro. Certamente ele ou ela não é um convertido e não tem compromisso com Jesus. O adolescente que tem Jesus não pode ter essas qualidades.  Vale a pena alertar que o namoro para os cristãos deve ter em vista o casamento, por isso , o ideal é que fosse um relacionamento levado a sério. Isso não quer dizer que é obrigado a casar,  mas se você já tem idade, ore para que o Senhor te dirija, e quando tiver um namorado ou namorada, procure conhecer o outro, e edificar-se mutuamente no Senhor.

Não seja vingativo. Ore pelo Talarico para que ele conheça o Senhor Jesus e pare com essa "bobiça", digo, cobiça. Ore também por você mesmo para que saiba esperar o tempo certo e fazer com que seu namoro seja algo para a glória de Deus!</description>
				  <pubDate>23 Nov 2009 00:00:00 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=3244</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Call Center no céu</title>
				  <description>
Call Center é uma central de atendimento equipada com linhas telefônicas disponíveis para reclamações e ou ações de telemarketing.    

Call Center  é um serviço  ao consumidor, e  além disso, está na moda.  

A lei do SAC que exige que o consumidor seja atendido em um minuto, ativou um hábito que a maioria das pessoas tem: o de reclamar. 

Já pensou se existisse um "call center" no céu? Comecei a imaginar as reclamações diversas a respeito de adolescentes e pais.

Um pai diria: Alô. Quando meu filho nasceu ele era lindo e maravilhoso, agora está dando muitos problemas de rebeldia, ele está com quinze anos, ainda está na garantia?

Um filho reclamaria: Alô, é do Call Center do céu? Queria trocar meu pai por outro mais compreensivo, e mais presente. Tem como?

Outro pai ligaria preocupado: Alô, quero trocar meus filhos de 16, 14, e 12, por outros que gastem menos. O consumo está muito alto e só aceitam certas marcas famosas. Tenho direito a reembolso nesses casos?

Mais um pai desabafaria: Meu filho de 13, passa o tempo todo na frente do vídeo game e não quer saber de estudar. A devolução está prevista em contrato?

Um filho esbravejaria: Faço dezoito no mês que vem, não quero mais ser tratado como criança, como adquirir o manual da emancipação?

Em resposta ouviriam algo mais ou menos assim:  Se você é um adolescente, digite 1. Se você é pai de adolescente, digite 2. Se quer reclamar de produto danificado, digite 3....

Essa situação imaginária nos leva a pensar na tendência das famílias do século XXI, as quais preferem reclamar ou desvencilhar-se dos problemas do que seguir a orientação Bíblica para preservar o projeto de Deus para a família. Existem pais que veem na expulsão dos filhos adolescentes de casa, uma solução normal.  Há também filhos que acham que agredir os pais é uma ótima maneira de mostrar que cresceram e que dispensam a opinião deles. Se pudessem, devolveriam seus pais para Deus.  

Mas uma verdade que temos de encarar é que "não há  "Call Center" no céu. Não estão previstas devoluções. Os problemas familiares precisam ser resolvidos com oração, com diálogo, com amor e respeito. Frases típicas de adolescentes tais como: Meu pai é careta! Minha mãe não me entende! Minha vida é uma droga! Vou sumir de casa!, são desabafos que não resolvem o problema da insatisfação. O Senhor Jesus afirmou: No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.  Ele queria dizer que enquanto estivermos neste mundo, estaremos sujeitos a problemas de relacionamentos e tudo mais. Entretanto, Ele foi vencedor sobre as tribulações desse mundo para que aqueles que creem nele também sejam vitoriosos.

A Bíblia orienta:  Filhos em tudo obedecei a vossos pais, no Senhor, pois isso é justo. "Honra teu pai e tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem e seja de longa vida sobre a terra" (Efesios 6:1-3). "E pais, não provoqueis  vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor " (Efesios 6:4). Nisto , temos uma dica de como podemos passar pela adolescência, ou  conviver com nossos adolescentes, sem tentar criar um "Call Center" imaginário para reclamar dos problemas, em vez de enfrentá-los com a orientação da palavra.  Antes de apelar para o call Center, passe primeiro no controle de qualidade de Deus e deixe o Senhor avaliar seu desempenho como adolescente, como filho, como irmão, como pai ou mãe. O Senhor será glorificado com uma atitude assim!

Amém.</description>
				  <pubDate>06 Aug 2009 14:21:26 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=2944</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Michael Jackson: ídolos passam</title>
				  <description>
A "Terra do Nunca" talvez representasse para Michael Jackson os "nuncas" que ele imaginava pra sua própria vida. Nunca envelhecer; nunca ser esquecido; nunca morrer. Mas a vida real não é assim. Michael Jackson morreu. Milhões de fãs no mundo inteiro lamentam a ausência do ídolo para sempre. Antes dele, outros grandes nomes que faziam desmaiar adolescentes em seus shows também partiram. Elvis Presley morreu. John Lennon morreu. Cazuza morreu. Os Mamonas Assassinas morreram. Os ídolos de hoje também morrerão.

Em outras ocasiões escrevi artigos a respeito de alguma letra de música apreciada por adolescentes, simplesmente por entender que faziam apologia a uma vida diferente da proposta cristã. Não ataquei a pessoa, nem  o poderia fazer, uma vez que não conhecem a Cristo e aquele é o único padrão que conhecem. Achei impressionante o número de e-mails recebidos de jovens crentes defendendo veementemente seus ídolos.  

É próprio da adolescência e da juventude a  admiração quase doentia por grandes vultos, pois nessa fase da vida eles precisam de atividade, musicalidade, empatia da turma, interatividade com os valores de sua época, e uma referência para se inspirar. Mas é preciso lembrar que os ídolos passam. Não podemos concentrar toda nossa necessidade de satisfação emocional neles. 

Caros adolescentes cristãos, Xuxa passará; Pitty passará. NXzero passará. Jonas Brothers, Seu Jorge, Ana Carolina, Simple Plan, Madonna, Cris Brown, Britney Spears, um dia não animarão mais os palcos, nem farão a cabeça da juventude com suas canções. Sua alegria precisa estar fundamentada em algo que é eterno. Passarão os céus e a terra, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. Em quem você está concentrando suas energias e atenção? Quem está recebendo seu cântico e seu louvor?    

Lembre-se: Quando Cristo morreu, ninguém deu-lhe um lugar na calçada da fama; Milhões não choraram por ele, somente poucos lamentaram sua ausência. Nenhum rei ou governante enviou condolência à sua família; Não havia milhares de pessoas na frente de sua casa para prestar-lhe homenagem, mas as palavras que Ele falou permanecem até hoje e permanecerão para sempre. Sua vida ainda inspira milhões de cânticos, Ele ainda vive pelos séculos dos séculos. Ele é o maior!! É Ele quem merece toda a nossa adoração!!! </description>
				  <pubDate>30 Jun 2009 00:00:00 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=2890</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Ser rebelde é doença?</title>
				  <description>
A reportagem de capa da revista Época de 13 de Abril 2009 tem um título assustador: "Eles são uns capetas!". Refere-se ao comportamento agressivo e rebelde de crianças e adolescentes, e procura responder qual o motivo da exagerada falta de domínio por parte de crianças e adolescentes que chegam a extrapolar os limites do mau comportamento.

No meu tempo de criança eu "morria" de medo de ir para a diretoria, pois isso significava uma forma de punição por um mau comportamento na escola, e o próximo passo seria "chamar os pais".  Entretanto, sempre existiram aqueles que se orgulhavam de ter coragem para depredar, brigar, quebrar, agredir e enfrentar os professores, desobedecer aos pais, matar aulas, enganar os simples e tirar vantagens dos mais fracos. Eles ostentavam o "prêmio" de terem ido dezenas de vezes para a diretoria. 

A ciência explica tudo. Na visão cientifica , um adolescente agitado, distraído, impulsivo, com baixo rendimento escolar, pode ser vítima de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). Os psiquiatras explicam que tal comportamento ocorre por causa de alterações na parte frontal do cérebro, que o  torna deficiente na produção de substâncias indispensáveis para o equilíbrio do comportamento, como a dopamina e a noradrenalina. Não se surpreenda mas a desobediência crônica também tem nome. É TOD (Transtorno Opositivo Desafiador), que faz com que a criança ou adolescente seja excessivamente irritadiço e vingativo.

As chamadas "doenças da beleza" também afetam muitos adolescentes tornando-os irritadiços e frustrados, e conduzindo os mesmos ao uso de drogas e à delinquência. Sabia que tem gente que se recusa a sair de casa por não se achar bonita o bastante para se exibir? Vivem insatisfeitas com seu corpo. Para a ciência, sofrem de Dismorfia Corporal. E há outras pessoas que não comem nada, visando emagrecer, embora já estejam abaixo do peso. Isso causa fraqueza, agressividade e sonolência excessiva. A ciência decreta: É a anorexia.  

Como cristãos nós precisamos questionar: A rebeldia adolescente é normal? É uma doença moderna ou desarmonia com a vontade de Deus? A palavra de Deus já previa: Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens (inclusive os adolescentes) serão egoístas, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, sem domínio de si, cruéis (2 Tim 3:1-5).

É bíblico que o filho deve honrar a seu pai e sua mãe, independentemente de sua idade. Por isso, um adolescente que conhece ao Senhor Jesus não deve ser rebelde, nem agressivo, e muito menos desobediente aos pais, pelo contrário, deve exibir na sua conduta o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. (Gálatas 5:22-23).

É verdade que os hormônios estão à flor da pele e os conflitos de personalidade se manifestam com mais intensidade nessa fase, mas o Espírito Santo é maior do que os hormônios! Louvado seja Deus!

Quanto a nós, adultos, cabe incentivar nossos adolescentes a serem excelentes cristãos, excelentes filhos, excelentes servos, fazendo tudo para a glória de Deus (1 Cor 10:31).</description>
				  <pubDate>19 May 2009 14:04:34 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=2755</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>A roda da bicicleta</title>
				  <description>
Caros adolescentes e simpatizantes, ao mudar meu estilo desta vez, quero apresentar uma série de artigos sobre notícias que nos fazem rir, mas que nos ensinam lições. Bem humoradas lições!

Existe uma estátua de pedra de um índio na porção Paraíso da Avenida Paulista em São Paulo. Ele está de cócoras sobre uma pedra, vestido daquele jeito que um índio se veste, o corpo um pouco inclinado para frente como se fosse resultado de certo impulso para jogar alguma coisa na água. O braço direito para o alto insinua que está armando um golpe de pescador para fisgar "aquele peixe" com uma lança. Quer dizer, até pouco tempo havia uma lança. 

Aconteceu que algum engraçadinho tirou a lança da mão do índio e, no lugar, pôs uma roda de bicicleta com pneu e tudo. Estão acusando uma moradora de rua que dizem afirmar que aquele índio é seu namorado, e até veste roupa nele para que não fique com frio. Ficou muito engraçada aquela figura, pois dá a impressão que o índio está com muita raiva como se estivesse dizendo em alto e bom tupi guarani: "Quem foi o engraçadinho que levou minha lança? Quem pôs essa roda ridícula na minha mão?

A estátua data de 1920 e colocaram uma coisa moderna na mão dela. Não combinou. Pensei em como os valores estão sendo deturpados em nome na modernização. Alguém poderia dizer: Bem, ele segurava a lança há 89 anos e nunca pescou nada, seria melhor montar na roda e sair de cena!  Seria cômico se não fosse trágico!

O criador da estátua, tinha em mente uma mensagem que ele gostaria que fosse transmitida por ela. Poderia ser a mensagem de que sem nenhum recurso humano Deus supre as necessidades dos homens. Poderia ser a mensagem da simplicidade que foi perdida, ou a fé do índio que esperava com certeza "aquele peixe".

Quando Deus criou você, Ele também desejava que sua vida transmitisse uma mensagem a respeito da Sua pessoa e da Sua fidelidade. Mas o que o mundo moderno tem posto nas suas mãos?

Tiraram da mão da criança o livro e puseram um controle de vídeo game. Tiraram o diálogo das mãos da família brasileira e colocaram um controle remoto de TV. Tiraram o tempo devocional antes de dormir e puseram um tal do Big Brother. Tiraram a evangelização e puseram o entretenimento. Tiraram a boneca de plástico das mãos de uma menina de 9 anos e colocaram em seu lugar um bebê de verdade! Tudo isso soa como uma roda de bicicleta na mão de um índio. Coisas que estão no lugar errado!

É claro que se bem usadas, muitas dessas coisas podem contribuir para a atualização e o entretenimento, sem comprometer a fé cristã. Mas precisamos pensar na questão da prioridade.

Aprendemos que existem coisas que não podem ser tiradas da nossa mão, nem podem ser trocadas. Assim, é melhor que o adolescente leve a bíblia pra reunião e não o mp4. Que ele desligue o celular e deixe a mente ligada para ouvir a mensagem. Do contrário, seria como estragar o plano original, seria uma roda velha de bicicleta no lugar da espada do espírito que realmente pesca almas!

Caro adolescente, o que você está segurando em suas mãos agora? Com que você está gastando a maior parte do seu tempo? Pense nisso.</description>
				  <pubDate>06 Apr 2009 11:07:53 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=2658</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>O Vestibular de Deus</title>
				  <description>
A psicologia entende como adolescência, o período compreendido entre 12 e 18 anos, podendo se estender até 21, dependendo do caso. Para alguns essa é a verdadeira  "melhor idade"!

É quando chega a época do vestibular que percebemos que o tempo passou, e que algumas responsabilidades precisarão ser assumidas. É importante que o adolescente esteja bem preparado para este momento. Para alguns, o vestibular significa independência, para outros, uma maneira de provar sua competência, que em alguns casos, ele julga ter sido muito questionada. Há quem veja o vestibular como mais um monstro a ser enfrentado. Entretanto, é preciso entender que no mundo moderno, estudar tornou-se o grande diferencial para um futuro profissional mais seguro, e que embora tal esforço custe um alto preço, traz benefícios singulares para a vida do jovem.

Na verdade, a vida pode ser comparada a um grande vestibular. Todos os dias temos uma prova a superar, temos perguntas a responder, algumas bem complexas. Diariamente também você tem que enfrentar a concorrência em algum aspecto da vida, e as vezes, tem que provar a si mesmo que pode superar certo obstáculo.

Mas e na vida espiritual?  Não é verdade que ela é como um vestibular a cada dia?  Entretanto, para entrar na universidade de Deus é preciso de um outro preparo. É indispensável que o candidato passe na prova de Cristologia, pois conhecer a Cristo faz toda a diferença na vida. Você conhece a sua Bíblia? É bom estudá-la com seriedade, pois ela nos ajuda a entender a nossa própria história.  Muitos são reprovados na prova de Perdãologia , uma vez que guardam mágoas e amarguras no coração, fruto de conflitos mal resolvidos. Na avaliação de Deus, isso não passará despercebido.

Se o pecado vem ao encontro do seu coração, numa velocidade constante de 100 km por segundo, e considerando-se que no ponto B, um versículo da Bíblia que você lembrou, parte numa velocidade igual para combatê-lo, e levando-se em conta a distância de 45 cm entre seu coração e sua mente, responda:   Em quanto tempo o pecado será combatido?  Prepare-se, isso é Física Espiritual.

A Matemática Divina é onde muitos ficam para trás. É preciso aprender a fórmula: Tudo menos Deus é igual a nada, que pode ser representada por T - D = 0, e assimilar o conceito de que dar é melhor que receber, ou seja: D &gt; R, por isso na prática, precisaremos fazer melhor as contas, na hora de contribuir para a obra de Deus. Também você dependerá de conhecer a fórmula inversa: Nada mais Deus é igual a tudo (N + D = T). 

A "Linguística do céu", que é uma matéria que avalia o que você fala e como fala, e quanto pensa antes de falar, tem peso alto no vestibular de Deus. Tome cuidado, seja tardio para falar, tardio para irar, pronto para ouvir (Tiago 1:19).  Vale lembrar que duas outras matérias costumam reprovar, a Famílialogia, que avalia como você se relaciona com seus familiares, e Igrejalogia, sobre seu relacionamento com os da igreja.

Viu só? É melhor se preparar com muita oração. Temos mais um ano pela frente. Feliz vestibular!</description>
				  <pubDate>11 Feb 2009 16:58:35 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=2498</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>EMO, E-EMA... cada um com seu problema!</title>
				  <description>
Andando por aí a gente encontra muita gente estranha. Na minha adolescência eu tinha medo de passar na praça depois de certa hora da noite, pois os punks estavam por ali e botavam banca de cruéis e punham muita gente pra correr. Eram uma mistura de roqueiros, com figuras medievais. E naquele tempo em que ninguém falava em piercing, alguns deles já tinham alfinetes enfiados na barriga, no nariz e outras partes. Carregavam correntes com bolas de aço na ponta e usavam braceletes cheios de rebites, adornados com roupas totalmente rasgadas e de preferência pretas. 

Eu já ouvia dizer  que nos anos sessenta tinha surgido a moda hippie, e as pessoas pregavam a liberdade, sexo, drogas e rock`n roll.

O que dizer das patricinhas dos anos 80? Também apareceram como uma influente moda jovem, e fazer pose de riquinho era o que dava Ibope. A "burguesada", como eram chamados, se divertia.

Outro grupo nesta mesma época clamava por uma sociedade alternativa, onde se podia tomar banho de chapéu ou esperar papai Noel. Era um grupo que cantava a plenos pulmões: "Faça o que tu queres pois é tudo da lei"!

Eu cresci, e nunca mais vi um punk na minha frente.  Mas ultimamente tenho visto e ouvido falar de uma nova tribo, a qual está invadindo as escolas, as ruas da cidade, e as igrejas.  Parece uma nova versão dos punks que eu conhecia. Eles curtem um tipo de rock hardcore, com letras melosas que fazem chorar. Usam franjas grandes, pintam os olhos de preto e fazem questão de expor sua sensibilidade, o que muitas vezes, os leva às lágrimas por qualquer motivo. São chamados de "emos", uma abreviação da palavra em inglês emotional.

Os adolescentes dos anos 60 reclamavam do autoritarismo dos pais e da repressão à liberdade de expressão. Os jovens do século XXI reclamam da violência e do preconceito. A liberdade que não existia naquele tempo e que era requerida, hoje passou dos limites, fazendo com que doenças sexualmente transmissíveis se proliferem pelo mundo inteiro numa fração de segundo.

Diante de tudo isso, um refrão bem conhecido dos nossos adolescentes, bem poderia ser parafraseado assim: "Emo, e-ma, cada um com seus problemas!

O fato é que todas as gerações tiveram seus problemas emocionais, familiares, sociais, e cada uma manifestava seu protesto da sua maneira. Mas tal comportamento era usado para "camuflar" o verdadeiro problema: o vazio espiritual. Era como se fosse uma fuga da realidade de que havia uma insatisfação dentro de suas almas. O vazio ainda existe, por isso, tribos e mais tribos haverão de surgir, porque o ser humano sente uma imensa necessidade de fazer algo ou seguir alguma ideologia para extravasar o seu "modo de ser".

Entretanto, a paz interior que eles buscam nos modismos, nas crenças, nos gostos musicais, nos ídolos e nas manias, só pode ser encontrada num só lugar: Em Cristo Jesus. Ele é a nossa paz. Devemos viver para Ele. Isso me faz lembrar dos dizeres do apóstolo Paulo: Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro (Fp 1:21) , e: ... vivo não mas eu, mas Cristo vivo em mim, e esse viver que agora tenho na carne,  vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. (Gl 2:20). Eis a única maneira de viver que realmente vale a pena.</description>
				  <pubDate>13 Oct 2008 09:21:36 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=2218</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Powerball</title>
				  <description>
Você sabe o que é "powerball"? É uma bolinha com design avançado e projetada para exercícios, com alta tecnologia. Seu peso depende da força aplicada pelo usuário que gira a mesma segurando-a na mão. A bolinha funciona como um giroscópio, ou seja, utilizando a força giroscópica em que os movimentos circulares não causam impacto ela pode alcançar 250 rotações por segundo e pesar até 16 quilos, e possui um dispositivo que pode registrar o seu desempenho em rotações por segundo e em peso. Trata-se de um produto de alta tecnologia testado pelos astronautas americanos e o primeiro objetivo era  fortalecer e reabilitar músculos em  ambientes com gravidade zero. Com ela, pode-se trabalhar dedos, mãos, braços, ombros e músculos, como se fosse uma academia de ginástica escondida dentro de uma simples bola. 

Quanto maior a pressão externa, maior o poder.  Qual o adolescente  cristão que não sente na pele as pressões do mundo? Ele é pressionado a pecar, a ceder às tentações, a ser igual a maioria, a pôr pra fora, sem reservas, toda a sua sexualidade. Entretanto, quando por causa da sua fé em Cristo, ele resiste a tudo isso, um grande poder atua dentro dele; é o poder de Deus concedendo-lhe vitória. Da mesma forma que todo o movimento e toda a pressão exercida sobre a bola retorna em forma de poder contrário, assim também o poder de Deus se torna mais vivo em você quando passa pelas tribulações e resiste às tentações da carne.

Pesquise num site de busca a expressão powerball, e a princípio você dará risada dizendo que é uma simples bola, facilmente dominada pelo homem. Mas quando você assistir o que ela pode fazer, você ficará impressionado. Assim é o pecado na nossa vida. Pode parecer coisinha à toa, mas grande é o estrago. Também do mesmo modo são as tentações sofridas pelo servo que as resiste firmemente. Talvez o diabo pense: Ah, é um simples adolescente, esse "tá" no papo!!! Ele está enganado, você já é mais do que vencedor por meio do Senhor Jesus Cristo (Romanos 8:37), pois o poder do Espírito de Deus habita em você.

Outra lição que o adolescente pode aprender é que ele deve conhecer os seus limites e não brincar com o perigo. Volte a pensar na bola como sendo as tentações. Ela nunca chegará num peso tão grande que você não possa suportar, pois ela só transforma em poder a força que você aplica sobre ela. Assim também, "não vos veio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos dará o livramento, de sorte que a possais suportar" (I Coríntios 10:13).

Lembrem-se, caros adolescentes, o pecado não terá domínio sobre vocês (Romanos 6:14). E considerem a exortação que diz:  Não reine portanto, o pecado em vosso corpo mortal de maneira que obedeçais às suas paixões (Romanos 6:12). Fiquem firmes sabendo que maior é o que está em nós do que o que está no mundo. Graças a Deus que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (I Coríntios 15:57). Não se esqueçam: O caminho da vitória é o caminho de buscar o Senhor!!!</description>
				  <pubDate>10 Jun 2008 10:17:34 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=1969</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Força demais</title>
				  <description>
Conta-se que um velho lenhador que vivia solitário nas montanhas resolveu adotar um urso órfão, criando-o com todo cuidado. Os anos se passaram, o urso cresceu e os dois se tornaram grandes amigos. Diziam-se que um daria facilmente a vida pelo outro, se fosse necessário. Aconteceu que depois de um dia de intenso trabalho, o velho sentou-se na cadeira de balanço e adormeceu enquanto o amigo urso o vigiava. Num dado momento, uma mosca pousou no nariz no velho. O urso querendo ser gentil, logo tomou providências: cortou um pau e bateu com toda força! Katapum! Esmagou de uma só vez a mosca importuna, e, sem querer, matou o velho.
Esse conto engraçado nos ensina uma lição muito séria: Às vezes usamos força demais. Sem medir as conseqüências, fazemos como o urso e acabamos matando nosso semelhante.
 
No ardor da adolescência, muitas vezes usa-se força demais para dar a opinião sobre alguém, cometendo exageros, como aconteceu certa vez com um jovem que, não tendo encontrado seu tênis no lugar em que estava antes, virou-se para o colega e gritou: Eu sabia que você era ladrão!!! Ele usou força demais nas palavras e o outro acabou ofendido. Por causa de uma mosca, acaba-se matando o amigo.
 
Os irmãos de José da Bíblia exageraram na dose ao jogar o irmão dentro de um poço, matar um animal e sujar a roupa dele no sangue para em seguida mentir ao seu pai que José havia sido devorado por um animal. Eles não pensaram nas conseqüências! (Gênesis 37:21;31).
 
Da mesma forma algumas expressões saem da boca dos adolescentes e viram moda, mas são fortes demais e machucam muito.  Veja algumas comuns:
 
Eu te odeio!
Não tô nem aí!!
Eu quero morrer!
Eu te mato!
Cala a boca!
 
Não é sem razão que a Bíblia afirma: "... a palavra dura suscita a ira." (Provérbios 15:1).
 
Outra área na qual o adolescente usa força demais é na área do desejo. Ele diz: Quero isto e ponto final! Não me importa o resto! Ele deixa de fazer coisas que são necessárias, só porque não tem vontade, e faz coisas ruins porque acha que sua vontade não pode esperar. Agindo assim, faz como Sansão, que viu passar uma moça bonita que era do povo inimigo de Deus e falou: Eu quero esta, pois só desta me agrado! Foi uma escolha errada que lhe trouxe grande prejuízo (Juízes 14:3). O urso também agiu pelo instinto pois não era capaz de pensar como um humano. Muitos adolescentes erram por não poderem pensar como homens espirituais, pois não conhecem o Senhor, por isso agem com o instinto carnal, usando força demais para conseguir que sua vontade seja feita a qualquer preço.
 
Usamos força demais também no julgamento que fazemos. Todas as pessoas têm defeitos e qualidades e todas as ações têm causa e efeito. Quando não consideramos isso, julgamos erradamente e desrespeitamos as pessoas. Isto aconteceu com Davi que, ouvindo a história de certo homem, afirmou: Esse homem deve morrer! Mas ficou todo humilde quando ouviu que ele era o tal homem (2 Samuel 12:5). Não julgamos a nós mesmos com a mesma força que julgamos os outros. O urso poderia matar a mosca sem matar o amigo, desde que se colocasse no lugar do velho. Precisamos aprender a nos colocar no lugar das pessoas que julgamos.
 
Caro adolescente, a força da juventude é uma bênção! Se o Senhor estiver no comando ela será produtiva, mas se estiver fora de controle é pior que a bomba atômica. Meça suas palavras, atitudes, e sentimentos! E que Deus te abençoe.</description>
				  <pubDate>27 Apr 2008 03:18:50 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=1922</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Ninguém me entende!</title>
				  <description>Eles não entendem a importância social do meu topete. Eles não compreendem o quanto o gel faz falta na prateleira do meu banheiro. Eles não sabem que gosto de tênis 40, apesar de calçar 38. Eles não se ligam que demoro na “net” porque meus melhores amigos estão mandando recados pra mim no orkut. Eles não entendem que dormir cedo é coisa de criança. Eles não entendem que sem meu celular fico quase aleijado. Eles não percebem que meu quarto tem porta. Eles não sabem que matar o cara do mal, no vídeo-game, é dez! Eles não estão ligados que não vejo problema em pintar meu cabelo de vermelho. Eles não atentam para o fato de que ter um irmãozinho dedo-duro não é fácil. Eles não sabem que meu mp3 tá tocando “Raimundos” e não Valadão. Eles não sabem que me pediram em namoro. Eles não sabem que com camisa pra dentro da calça fico parecendo um mané. Eles não entendem que às vezes meu sim quer dizer não, e o meu não quer dizer sim. Eles não param pra olhar os outros adolescentes para perceberem que minha roupa não está indecente e que apenas não quero ser o único diferente. Eles não sabem que quando forem pegar um DVD pra eu assistir, eu mesmo quero escolher, pois os desenhos inocentes me irritam. Eles não percebem que os adesivos coloridos que colei na capa da Bíblia não têm nada a ver, não mudam o conteúdo. Eles não vêem que gosto de ouvir som alto, não por ser rebelde, mas só pra curtir as batidas que  fazem bem para descarregar minhas emoções adolescentes, embora possa até fazer mal pra meus ouvidos. Eles não se tocam que lápis preto ao redor dos olhos não é coisa de revoltado, é moda mesmo! Eles não percebem que cresci e que essa onda vai passar.  

Eles não sabem, nem poderiam saber, que apesar das pequeninas diferenças, eu os amo demais, pois são meus pais. E que acho o maior barato a maneira como cuidam de mim, arranjando encrenca por qualquer detalhe. Eles não sabem que são os melhores pais do mundo, e que quando digo que os odeio, é apenas força de expressão para dizer que, nesse momento não estou gostando nada daquilo, mas sei que é para o meu bem. Eles não sabem que minha maior alegria é chegar em casa e dar um beijo nos dois. Eles não sabem que se amor doesse eu viveria gritando por eles!!! Eles não sabem que quando me deito pra dormir, espero eles apagarem as luzes e fico de olho aberto pensando como é bom ter um pai e uma mãe. Eles não sabem que a roupa rasgada que visto é só pra ouvi-los falar as suas opiniões, que me interessam muito.  Eles não sabem o quanto são especiais. Eles não sabem que quando eu crescer e for pai ou mãe, quero ser igualzinho a eles!!!

      
Com topete ou sem topete

Careca ou com cabelão,
Umbigo aparecendo
Ou tênis bem grandão,
Curtindo um gospel
Ou rock bem doidão,
Só peço paciência
Pois estou em formação.
Amo o Senhor Jesus
Assim do meu jeitão
Mas tudo passa, gente...

Quando eu crescer,
E acontece de repente,
Meu filho adolescente
Que ainda vai nascer,
Reclamará igualmente
E será a minha vez
De criá-lo com amor.
Aí, sem tirar nem pôr,
Quero ser igual vocês!!!</description>
				  <pubDate>19 Sep 2007 16:08:07 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=1579</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Retrato teen</title>
				  <description>Episódios anteriores:
» A conversão do Chiclete
» Chiclete aprende a orar
» Chiclete e o Big Bang
» Chiclete e o Carnaval
» Chiclete e a redação
» Chiclete e a entrevista
» Big Brother Chiclete
» Chiclete e a profissão
» Chiclete e uma calça cheia de bolsos



Verdadeiramente, devemos nos sentir como massa a ser moldada. O Senhor já fez declaração semelhante a essa ao profeta Jeremias (Jeremias 18:6), mostrando que Ele tem total autonomia para lidar com o nosso barro e dele fazer um vaso novo. Não ligue se os adolescentes do mundo te acharem quadrado ou estranho, só porque você gosta de cantar para Jesus, ou freqüentar a igreja ao invés de ir às baladas. Importa obedecer a Deus do que aos homens.</description>
				  <pubDate>10 May 2007 18:21:46 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=1496</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Chiclete e uma calça cheia de bolsos</title>
				  <description>Episódios anteriores:
» A conversão do Chiclete
» Chiclete aprende a orar
» Chiclete e o Big Bang
» Chiclete e o Carnaval
» Chiclete e a redação
» Chiclete e a entrevista
» Big Brother Chiclete
» Chiclete e a profissão

Moda é moda. Adolescente que se preze, usa boné com a aba arredondada para baixo, tipo meia-lua, camiseta com desenhos radicais, e principalmente uma calça ou bermuda jeans, que no caso dos meninos, quanto mais bolsos tiver, melhor. Nesses bolsos encontram-se de tudo: balas, cartinhas, discman, mp3, disquete, mini-games, camisinha, e não pode faltar alguns trocados.

Segundo informa o IBGE, são 35 milhões de adolescentes entre 10 e 18 anos, que fazem qualquer coisa para ter estilo e consumir. Para eles tudo é válido. Misturar tendências, desarmonizar, sair do padrão, mostrar o corpo, ou qualquer sinal que demonstre a sua busca de identidade. São mauricinhos, patricinhas, descolados, e gente normal que inventa moda.

Chiclete anda lendo muita coisa, e ao ler a reportagem acima, arriscou escrever sua opinião em seu diário eletrônico. Coisa de menina? Não. Ele agora registra muitos comentários sobre ele mesmo e sobre as coisas da vida, expõe a idéia no seu blog, e fica aguardando os comentários. Bom, sobre a reportagem acima ele escreveu: 

“Fiquei imaginando que aquela calça cheia de bolsos, poderia ser comparada com as nossas vidas. A gente só guarda o que é importante para nós, aquilo que julgamos que pode vir a ser útil, ou, aquilo que não queremos que os outros vejam. Muitas vezes guardamos naquele ‘bolso secreto’ algo que é só nosso, algo proibido, mas que sabemos que não deveríamos manter conosco. Outras vezes, queremos que a nossa calça seja igualzinha a do artista da TV, ou do vizinho, e fazemos assim porque a opinião dos outros é supervalorizada e queremos ser aceitos. Se aquela calça fosse o depósito da minha vida, eu guardaria nos bolsos meus amigos, meus pais, a garota dos meus sonhos, e claro, meu computador.”

Gostei da idéia! O Chiclete tá certo. O que guardaríamos nos bolsos se a vida fosse uma calça de adolescente? Quais são as coisas, verdadeiramente importantes para nós? Que valores e sentimentos mais prezamos?

Possivelmente, alguns compartimentos teriam que ser esvaziados para não pecarmos contra Deus, e assim, faltariam bolsos para guardar todas as bênçãos do Senhor para nós, pois Ele coroa os fiéis. Ele disse: “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10). Nesse versículo podemos destacar várias palavras com a letra “C” que representam o que o Senhor faz conosco. Ele cobra: Sê fiel. Ele capacita: ... até a morte. Ele coroa: ... a coroa da vida. Tais verdades devem nos incentivar a esvaziar nossos bolsos das nossas coisas, e procurar reenchê-los das coisas do Pai. Ele requer fidelidade de nós, nos capacita a permanecermos até o fim, e promete recompensa. Que Deus maravilhoso!

Por falar nisso, dê uma olhadinha nos comentários dos amigos do Chiclete, sobre esse assunto:

“Nossa, cara! Tô precisando jogar um montão de coisa fora que tá ocupando espaço nos bolsos da minha vida...” (Carlão)

“Não achei minha Bíblia hj. Que bolso será que coloquei? Valeu pelo alerta, preciso voltar pra Jesus!” (Bola)

“Chiclete, dei uma geral nos bolsos e tá tudo lotado de gatas! Vou ter que usar duas calças... rsrsrsrsrsrsrs!” (Jota)

“Vlw moleke! Começou a pensar né? Parabéns, vou pensar no seu conselho!” (Bia)

E você? Se a sua vida fosse uma calça cheia de bolsos, o que você guardaria neles?</description>
				  <pubDate>25 Apr 2007 09:45:08 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=1482</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Chiclete e a profissão</title>
				  <description>Episódios anteriores:
» A conversão do Chiclete
» Chiclete aprende a orar
» Chiclete e o Big Bang
» Chiclete e o Carnaval
» Chiclete e a redação
» Chiclete e a entrevista
» Big Brother Chiclete

“O que você vai ser quando crescer?” Quem é que nunca ouviu essa pergunta? Entre os dilemas da juventude está o fato de que na adolescência o indivíduo percebe que já está grandinho e ainda não escolheu uma profissão. Esta dúvida aumenta o debate nas rodas de conversas da turma “teen”, e estimula uma pergunta que deve ser feita entre os cristãos: O crente pode exercer qualquer profissão? A aventura do Chiclete dessa vez trata desse tema e pode ser de grande ajuda para adolescentes indecisos.

O professor de história estava querendo elaborar um quadro de profissões, contendo o depoimento de cada aluno sobre o que ele desejava ser no futuro. Isso estimulou os alunos a pensarem sobre o que queriam ser e explicar o porquê.

- Jogador de futebol! Gritou um deles bem convicto. Ele explicou: Além de levar jeito dentro da área, um jogador pode ficar muito rico. Todos riram.

- Quero ser modelo, falou a bonitona da classe.

- Quero ser lixeiro. Veio a voz do fundão, que logo completou: Assim, não preciso mais continuar estudando.

- Alguém mais aqui tem outra idéia? Incentivou o professor.

Muitas idéias surgiram como ser advogado, jornalista, professor, médica, psicólogo, atleta, empresário, piloto de avião, entre outras. Como Chiclete permanecia calado, o mestre dirigiu-se a ele, querendo envolvê-lo na conversa: - E você, o que quer ser quando crescer?

- Missionário na África, professor. 

O professor fez sinal com a mão tentando apaziguar a turma que caiu na risada, tentando ridicularizar o colega. O professor se posicionou melhor na cadeira como quem tinha algo a dizer, esperou o silêncio e continuou:

- O que você sabe sobre essa profissão?

Chiclete, com a face vermelha diante da risada dos colegas, arriscou:

- Quase nada! Mas sei que homens morreram por serem missionários, outros foram presos, apedrejados e expulsos. Alguns foram atacados por índios canibais ou tiveram suas casas queimadas.

O professor ouvia atentamente, mas querendo fazer com que o garoto mudasse de idéia, questionou friamente:

- Mas isso dá dinheiro?
- Acho que não, respondeu Chiclete sem graça.
- Então por que quer ser missionário? Insistiu o historiador.
- Porque Deus gosta!

Um colega, indignado, discordou, arrancando risadas comportadas: 

- Mas Chiclete, você nunca vai ficar rico desse jeito! Eu é que não vou te dar carona na minha Ferrari!

O professor, impressionado, encerrou o assunto com uma explanação histórica e religiosa a respeito das Cruzadas e dos movimentos missionários do século XIX. A melhor parte foi quando ele comentou:

- Eles levaram remédios, alimentos e instrução para povos onde o acesso era dificílimo, e estavam dispostos a morrer por causa da fé. Além disso, em lugares onde não existiam recursos, eles mesmos eram os médicos, farmacêuticos, professores e construtores. Por isso, continuou o professor, agora virando-se discretamente para o lado de Chiclete, se você quer mesmo ser missionário, é bom que aprenda uma boa profissão.

Chiclete estava feliz. Ele não tinha se saído tão mal assim, afinal de contas, teve coragem mais uma vez de dar testemunho sobre a sua fé. E no caminho para casa ele ainda pensava no assunto e, parando de repente antes de abrir o portão da sua casa, disse baixinho:

- Pensando bem, quero ser médico! E seguiu em frente, parou de novo e concluiu: - Um médico-missionário.

Caro adolescente, talvez você ainda não tenha decidido a profissão que quer escolher. O principal, entretanto, é que se preocupe desde já em usar seu talento para o bem da obra do Senhor. Nenhum profissional cristão pode excluir da sua mente o chamado de Deus para todos os seus filhos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15).

Próximo episódio:
» Chiclete e uma calça cheia de bolsos</description>
				  <pubDate>01 Apr 2007 18:01:23 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=1470</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Big Brother Chiclete</title>
				  <description>Episódios anteriores:
» A conversão do Chiclete
» Chiclete aprende a orar
» Chiclete e o Big Bang
» Chiclete e o Carnaval
» Chiclete e a redação
» Chiclete e a entrevista

- É muito interessante o despertar da sexualidade na vida dos adolescentes. Esse período de transformações que ocorre dos onze anos em diante, é conhecido como puberdade.

“Já ouvi sobre isso” - pensou Chiclete, ajeitando-se na cadeira pra não perder nenhuma palavra do palestrante que tratava sobre as mudanças da adolescência.  Mas enquanto isso, foi impossível não notar o cara do lado tirando um binóculo da bolsa que, apontando pra ele, sussurrou:

- Vamos observar as mudanças das meninas! 

Na hora do intervalo, o assunto era esse, o binóculo escolar.  Chiclete, em silêncio, ouvia o comentário da garotada:

- Podemos fazer um tipo de Big Brother Escola! 

- Como seria isso? - perguntou o Jota.

- Com nosso binóculo nós poderíamos observar o banheiro das meninas!

- Cara, isso é radical!

- Radical, mas perigoso. E se a diretora pegar? Cartão vermelho! - interrompeu Chiclete. 

- Nós poderíamos observar até a professora Liliam. Moro no apartamento na frente do dela, e quando o bobão do namorado dela aparecer, aí meu binóculo automático vai entrar em ação!

- Tá louco, Cabeça? - discordou Chiclete.

Cabeça, indignado com a falta de apoio do colega, logo reclamou: 

- Chiclete, você é muito medroso, nem parece da nossa turma, e além disso, quem vai nos ver? Vamos fazer a coisa bem feita quando ninguém estiver olhando. 

O assunto continuava quente. No mesmo instante em que a mente de Chiclete viajava, imaginando uma situação intrigante. Por alguns segundos ele imaginou um Big Brother Chiclete. 

- Deus tem câmeras no céu! - pensou Cláudio Augusto - Ele vê até meu coração - completou. - O binóculo de Deus é de longo alcance, vê meu quarto, meu banheiro, minha mente, Ele está me vendo agora.

Nesse momento, uma cena passou na cabeça de Chiclete, e parecia bem real: Ele estava em cima de uma árvore, com o binóculo na mão. Ajeitou-se como pôde no galho mais grosso, e, colocando o aparelho nos olhos, apontou para a piscina da Patty. Lá estava ela, linda maravilhosa, encantadora e magnífica. 

“Isso que é paisagem”, pensou. 

- Huuuum, aquela não é a Marina? E aquele carinha com ela? Parece o Bob - continuou imaginando. - Binóculo neles! Aposto que vão ficar juntos!  Opa, olha essa mão! - Percebendo uma sombra, ele olhou pra cima e levou um susto. 

Os olhos do Senhor estavam fixos, olhando para ele.  Ele gelou. 

Na verdade, não era difícil  imaginar cenas, pois de vez em quando era normal Chiclete  “viajar na maionese” e fantasiar . Poucos segundos pareciam uma eternidade, e subitamente, Chiclete voltou ao ambiente real e percebeu as gargalhadas dos amigos que maquinavam uma estratégia para usar o binóculo com sucesso. 

Diante de uma pergunta inesperada Chiclete respondeu:

- Haaaaaaaann? Como assim? 

Todos riram. 

- Tá sonhando cara? - criticou o Jota.

- Tá no mundo da lua! - completou Cabeça. 

- Não escutou o que perguntei? - reclamou o outro. 

Chiclete respondeu meio receoso, e sem entender nada: 

- Eu só tava pensando. 

- Pensando em quê, vacilão? - gracejou o Bola, embaraçando o cabelo do Chiclete. 

- Estava pensando que Deus tem um binóculo no céu. Ele vê tudo. Ele está vendo tudo que fazemos às escondidas. 

Todos arregalaram os olhos, ao mesmo tempo em que as palavras lhes sumiram. Chiclete explicou melhor: 

- Não pense que ninguém ta vendo, isso é falso. Ele  está vendo.  Ele vê tudo. 

- Tá dizendo que existe um Big Brother Chiclete com câmeras ligadas lá no escritório de Deus? 

“Uóooooooooooooooooooooooooooooooooooooonnnn!” - Bateu o sinal. 

- É, mais ou menos isso - concordou Chiclete. 

Enquanto subiam para a classe, girando o dedo indicador ao redor de uma das orelhas, Cabeça pensou: “Chiclete pirou!”


Chiclete sobe lentamente pensando: Onde será que estaria aquele versículo que diz: 
“Os olhos do Senhor estão em todo o lugar, a contemplar os maus e os bons?”.

Próximo episódio:
» Chiclete e a profissão</description>
				  <pubDate>18 Mar 2007 18:16:40 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=1455</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Chiclete e a entrevista</title>
				  <description>Episódios anteriores:
» A conversão do Chiclete
» Chiclete aprende a orar
» Chiclete e o Big Bang
» Chiclete e o Carnaval
» Chiclete e a redação

- Que bom sermos convidados por esse jornal para uma entrevista. Assim vamos ficar famosos na escola! - imaginou um dos adolescentes que formavam a roda na sala de aula.

Repentinamente entra a repórter, com passos lentos e calculados. Olhando por cima dos óculos, num ar desconfiado, arrisca:

- Bom dia pessoal!

E explica:

- Estamos fazendo uma pesquisa sobre o comportamento adolescente no século XXI, e apenas vou fazer algumas perguntas, e a partir daí , podemos “conversar” sobre diversos assuntos, ok? Podemos começar?

Verificando o acenar positivo das cabeças adolescentes, dizendo que já podia começar, aliás, por falar em cabeças, só se via os modelitos exóticos de cabelos enfeitando as cabeças bem diversificadas, pois haviam cabeças raspadas, moicanas, arrepiadas, despenteadas, pintadas, tatuadas, tipo porco-espinho, tipo “black power”, tipo “se correr o bicho pega”, de todos os tipos. Ela pensou assustada: “... adolescentes!!!” E resumiu numa pergunta o que queria saber:

- Quanto tempo dura um relacionamento entre adolescentes?

Jota: Tempo suficiente para beijar na boca! Mas normalmente depende se tem alguém vigiando!! (risos)

Cabeça: O meu relacionamento mais demorado foi de dez minutos. Havia uma disputa para ver quem beijava mais meninas naquele recreio, e eu não podia perder tempo. Minha filosofia é C.N.R.E.P. 

- Deixa eu anotar. O que vem a ser isso? - indagou a pesquisadora.

Cabeça:  CAIU NA REDE É PEIXE!  (risadas)

Mabel: É assim mesmo! Esses caras nem pensam nos nossos sentimentos, eles só querem ficar numa boa, e não estão nem aí com o resto. Se a menina se apaixonar, tá perdida!

Lucia: (interrompendo a amiga)  Bem dizia minha mãe: Homem não presta! Eu mesma já me apaixonei, fiquei na rua da amargura! Nunca mais!

Karol: Mas a gente gosta! Fala a verdade, Lu... Eu não me apaixono... tô vacinada. Já que é pra ficar, eu ganho de todos, coração de pedra, mulher moderna, Karoláaaaaine! Vai encarar? (risos)

A repórter, surpresa, percebeu que tinha assunto pra muito tempo, e estava disposta a anotar o máximo que conseguisse, mantendo  o gravador ligado, pois ela não queria perder nada! Embora quase não conseguisse anotar nada,  não queria se dar ao luxo de perder as expressões faciais, os gestos, as risadas que vinham junto com cada resposta. Interessada no assunto, arriscou outra pergunta:

- Vocês conhecem algum adolescente que pensa diferente de vocês, que não faz essas coisas?

Começou o alvoroço! Todos falavam ao mesmo tempo e acenavam a cabeça concordando. A repórter fez um leve gesto pedindo calma. Por um segundo houve um silêncio que alguém quebrou sem perceber e deixou escapar:

- Só se for o Chiclete!

A jornalista balançou a cabeça para cima e para baixo e fechou um dos olhos, tentando mostrar o quanto achou interessante o fato de haver um rapaz que vivesse diferente. Por isso perguntou: Chiclete! É esse o nome?

- Ele é virgem! Interrompeu Malu. Eu já quis ficar com ele, e um montão de menina, mas não deu nada! 

Sandra : Ele é evangélico, dona, mas tem meninos evangélicos que são piores que nós. Já fiquei com vários deles!

Ingrid: É verdade. Longe do pastor eles são verdadeiros lobos!!! Tem cada lobo bonitinho... hmmmmm (risos)

Karol: Eu tenho que reconhecer, o Chiclete é diferente. Só fala de Deus.

Marcos: Quando eu crescer, quero ser igualzinho a esse cara! (risos)

Mais interessada ainda, a repórter insistiu: 

- Mas ele é legal? Como vocês encaram alguém da idade de vocês, que faz tudo diferente?

Lucia: Ele é legal, mas nem parece desse mundo, diz que vai pro céu, às vezes eu até acredito!

Sandra: Eu também.

Muitos não responderam, mas a repórter, muito observadora, notou como quase todos acenaram positivamente com um ar de aprovação.

Naquele momento alguém bate à porta:  Toc, Toc, Toc!

- Pode entrar! - permitiu a jornalista.

Inesperadamente, como se fosse um coral, quase todos falaram ao mesmo tempo: 

- Chicleeeeteeee!!!?

Cláudio Augusto, envergonhado, pediu desculpa pelo atraso e perguntou curioso: 

- Perdi alguma coisa?

A repórter sorriu e deu as boas-vindas: 

- Você é o Chiclete? Entre, temos muuuuito a conversar. (Risos)

Queridos, a entrevista vai demorar, é melhor encerrarmos o papo. Viu como os amigos deram testemunho do Chiclete na sua ausência? Nossas vidas falam. O que seus amigos falam sobre seu comportamento, sobre sua fé? Eles seriam capazes de reconhecer que você é diferente? A Bíblia diz: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:16).

Próximo episódio:
» Big Brother Chiclete</description>
				  <pubDate>12 Mar 2007 09:05:41 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=1447</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Chiclete e a redação</title>
				  <description>Episódios anteriores:
» A conversão do Chiclete
» Chiclete aprende a orar
» Chiclete e o Big Bang
» Chiclete e o Carnaval

- Guardem todo o material debaixo da carteira! - ordenou a simpática  a professora.

- Lá vem prova surpresa! - desabafou um dos alunos. 

- Redação!- explicou com um sorriso.

Enquanto guardava tudo e se preparava para a produção de texto, Chiclete ouvia atentamente as instruções, e franziu a testa quando Dona Tarcília, a professora de Português  anunciou o tema: “Quem sou eu?”.

A esta pergunta-tema, aquele aluno engraçadinho do fundão, logo exclamou:

- Eu sou o cara!!! As garotas me amam, mandam cartinhas de amor pra mim! Todas querem me beijar!!!

- É verdade professora. Ele é o cara da sétima “C” - concordou a maioria.

- Agora chega de conversa. Quero que vocês escrevam sobre o tema. Cada um vai falar sobre a visão que tem de si próprio. Olha gente, é muito importante pensar sobre isso.

Chiclete começou a pensar, enquanto seus olhos passeavam pela sala de aula. Ele via alguns adolescentes da sua sala, eles pareciam felizes. “Olha só o J.C.”, matutou. “Ele sim, deve ter história pra contar. Ele viaja, já ficou com um montão de garotas, tá sempre rindo”. A mente de Chiclete estudava o semblante dos colegas, em meio ao silêncio raro que se instalou na classe. Ele parou até de respirar por uns segundos quando levantou os olhos e reparou que a professora estava bem atenta olhando demoradamente para ele, isso levou-o a refletir lá no fundo da alma: “Afinal, quem sou eu?” Ele apenas pensou, mas tinha a impressão de que todo mundo tinha escutado  o que se passava na sua mente.

“Se eu pelo menos fosse inteligente igual o Quatro Olhos”, continuou pensando. “Ou se eu fosse bom nas manobras de bicicleta, como o Caroço. Mas eu não sou, sou apenas um adolescente normal, chamado Chiclete”.

O tempo passou rapidinho. E o pior é que Chiclete não tinha escrito uma só linha, e a aula estava chegando ao fim. “Nossa! Como é difícil falar sobre a gente!”

Soou o sinal do recreio. Chiclete ficou pra trás, ele não tinha conseguido explicar quem era ele. Então, teve uma idéia brilhante: pedir pra professora pra fazer a redação em casa e trazer na próxima aula. Esperou que todos saíssem, ficando por último de propósito, para falar com a professora. Foi só virar a porta e viu que o JC, que ele tanto admirava, também não tinha conseguido escrever. JC já estava conversando com Dona Tarcília, e Chiclete ouviu quando ela falou:

- Então, você não fez!!! Todo mundo falou tão bem de você, achei que fosse escrever umas quatro páginas.

- Professora, eu não sou tudo isso não!!! - Confessou o menino.

Chiclete estava admirado. Como assim?  Ele sabia da popularidade do colega.

- Professora, eu não sei dizer quem eu sou, não. Às vezes sou alegre, às vezes sou explosivo. Às vezes sinto um vazio. Meus pais se separaram. Eu finjo de durão, mas não me sinto feliz. Posso trazer a redação na próxima aula?

- Não me diga que você também não terminou!!! - Falou a professora dirigindo-se a Cláudio Augusto.

- É, eu... - resmungou Chiclete.

- Tá bom. Mas tragam na próxima aula, hein! – finalizou Dona Tarcília.

Os dois saíram lado a lado, e após um curto silêncio, Chiclete arriscou: 

- Puxa,  cara, não sabia que você tava com problemas!

- Sabe o que é? - explicou o amigo - Quando tô com os amigos, tudo bem, é só diversão. Mas quando chego em casa, sozinho, sinto um vazio grande. Não tenho com quem conversar. Não acontece com você , cara?

- Comigo não - interrompeu Chiclete - Eu converso com Jesus.

- Jesus? - Respondeu surpreso JC.

- É. Jesus. Aprendi na Bíblia que Ele é o melhor amigo. E muitas vezes, quando preciso, peço a Ele e Ele me ajuda.

- Poxa! - exclamou o amigo admirado - Você é que é feliz. Por que não escreveu isso na redação, cara?

- Pensei que o pessoal fosse achar ridículo - cochichou Chiclete.

- Que nada! Você é legal, até eu tenho vontade de ser igual a você, um cara que pensa nas coisas de Deus!!!

Chiclete suspirou tentando esconder um sorriso de satisfação. E emendou:

- Amanhã é Sábado, tem culto de adolescentes na igreja, você não gostaria de ir como meu convidado?

- Claro, cara! Tô querendo mesmo ouvir mais sobre esse Jesus.

- Tá bom, eu passo aí às sete horas, falô?

- Vou esperar - despediu-se o amigo.

Queridos adolescentes, o inimigo quer que pensemos que não temos utilidade, que não somos ninguém, que todos são mais felizes que nós, e que somente nas coisas do mundo há satisfação. Mas isso não é verdade. Ele tenta nos confundir fazendo-nos acreditar que não vale a pena dizer não para as coisas pecaminosas. Entretanto nada disso é real. Aqueles que estão em Cristo são filhos de Deus, e por isso são verdadeiramente felizes.

No caminho para casa, Chiclete se sentia flutuando. Servir a Jesus não era tão ruim assim! Ria à toa. Que bom poder ajudar alguém com problemas. Em pensamento, Chiclete falou com o Amigo Jesus: “Senhor Jesus, agora sei quem eu sou! Sou um filho de Deus. Ajude-me a não ter vergonha de servir a Jesus. Ajude também o JC para que ele não falte amanhã e conheça Jesus como o maior de todos os amigos”.  

Naquela tarde, Chiclete chegou em casa cantando e sorrindo: “De Jesus a beleza se veja em mim...” e já foi logo declarando:

- Mãe, dá um lanche rápido porque tenho uma redação importante pra fazer!!!

- Que bicho mordeu esse menino?

Próximo episódio:
» Chiclete e a entrevista</description>
				  <pubDate>04 Mar 2007 22:41:11 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=1430</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Chiclete e o Carvanal</title>
				  <description>Episódios anteriores:
» A conversão do Chiclete
» Chiclete aprende a orar
» Chiclete e o Big Bang

“EÔ, EÔ, nossa turma é um terrô!”, era o que se ouvia no meio da galera que girava de mãos dadas no meio do salão, como se brincasse de ciranda. Chiclete no meio gargalhava e pulava, ao mesmo tempo em que percebeu uma voz conhecida gritar nos seus ouvidos, tentando abafar o som das enormes caixas acústicas instaladas para fazer o chão tremer: 

- Como é bom curtir o carnaval bem pertinho do nosso bairro e ainda sem nossos pais saberem! Show de bola! - Chiclete apenas abanou a cabeça.

- Você tem que fazer o que a gente manda agora cara! Aqui na nossa área, é o papai aqui que manda, falô? - esbravejou um grandão apontando pra Chiclete, que sentiu na mesma hora seu rosto esquentar e suas mãos gelarem.

- Toma um gole da cerveja! É o batismo do Clubão. Ninguém pode ficar na seca, ta ligado?

Chiclete pegou a latinha e fingiu que ia beber, mas por causa na consciência saiu correndo tentando se esconder por entre as cabeças das pessoas que cantavam e dançavam, festejando o carnaval. Começou a perseguição.

O coração de Chiclete estava perto de pular pela boca, num misto de medo e de desespero, e bem quando ele pensava que estava livre, sente alguém agarrando seu colarinho:

- Ei, cara! Que pressa é essa?

Ele  mal tinha coragem de olhar para trás. Seu silêncio tornava possível até ouvir a respiração do colega, mesmo no meio do som da balada que estava bombando.

- Ei, cara, sou eu!!! - Insistiu Jota.

- Ah, é você? Ufa, que alívio - suspirou Chiclete.

- Que isso Chichete? Parece que viu fantasma!

- E vi mesmo. O Grandão e sua turma estão atrás de mim, eles vão acabar comigo! Já estou arrependido de não ter dado uma golada na cerveja dele.

- Ah, o batismo do Clubão? Você recusou? Noooossa! Você tá perdido mesmo. Melhor cair fora! Venha, vamos tentar achar a saída.

Enquanto Chiclete fugia no meio da multidão em direção à porta, de vez em quando era cercado por uma galerinha animada que fazia trenzinho e cantava acompanhando as batidas do tambor:

- Parô, parô! Vamo respeitar, o crentinho vai passar!!!

Chiclete, morto de vergonha, tentava ignorar a humilhação e continuava olhando desesperadamente para todos os lados.

Era impossível dar muitos passos sem que alguém lhe oferecesse droga, ou cigarro, ou bebida. E as meninas querendo beijar na boca dele? Cada metro tinha duas. Enquanto ele passava e nada fazia, elas gritavam em coro: “Mão virada, mão virada!!!”.

Algumas vezes Chiclete sentia vontade de voltar, dar uns agarros, pra provar que era homem, e só não fez isso por medo do Grandão.

Finalmente, a porta. Um cara esquisito guardava a porta, e Chichlete procurou fazer cara de normal. Respirando fundo e se fingindo de malandro, tentou enganar o leão de chácara:

- Aí, feio, pode abrir que o papai vai pra casa, valeu?

- Qual seu nome de batismo, branquelo?

Chiclete gelou, mas disfarçou e arriscou:

- Chiclete!

Para sua surpresa, o mano de preto acenou a cabeça positivamente. Ficou um pouco em silêncio e declarou:

- Ninguém sai daqui sem autorização do Grandão. Vou bater um fio pro celular dele, pra ver se ele te libera.

Chiclete não sabia se corria ou se desmaiava. No seu coração prometeu pro Senhor que nunca mais entraria nessa, isto é, se ele saísse vivo!

O segurança balançava a cabeça e falava: “Hum, Hum....” Mas o pior foi quando ele declarou:

- Pode vir que eu seguro o cara aqui.

Chiclete pensou: “Que que eu tô fazendo aqui? Aqui não é lugar de crente não!!! Perdoa, Jesus!”

Foi nesse momento de grande angústia e aperto, que a música mudou. Chiclete nem acreditou quando ouviu em alto e bom som o que soava a todo vapor nas caixas gigantes da balada. Era uma música que ele conhecia bem e que dizia: “Apaixonado, apaixonado, apaixonado por você Senhor estou...”.

Foi então que Chiclete abriu os olhos e viu que estava no seu quarto, debaixo da coberta quentinha, e o radio FM que ele tinha programado para despertar finalmente salvou a sua pele! Que sonho!

Logo a mãe chamou:

- Filho, o café tá pronto. Levanta depressa senão vai chegar atrasado para o acampamento. O ônibus da igreja não espera, hein!

É possível que adolescentes crentes tenham decidido satisfazer a curiosidade nesse feriado e podem ter passado um aperto semelhante ao do nosso personagem. Mas a lição que fica é válida. Satanás veio somente para matar, roubar e destruir, por isso, precisamos, como cristãos, fugir das más companhias, e evitar ambientes onde o nosso testemunho possa ser destruído. Deus quer que você seja a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa, para que Ele possa usar você segundo a Sua vontade. Não há felicidade nos prazeres do mundo. É muito melhor servir a Jesus.

Próximo episódio:
» Chiclete e a redação</description>
				  <pubDate>23 Feb 2007 15:44:57 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=1423</link>
				  </item>

				  <item>
				  <title>Chiclete e o Big Bang</title>
				  <description>Episódios anteriores:
» A conversão do Chiclete
» Chiclete aprende a orar

O pai  do Jota, um dos amigos do Chiclete, era considerado bem inteligente. Professor de física respeitado, parecia gostar de questões polêmicas. O problema é que exatamente naquele Sábado em que a turma resolveu fazer aquele “happy hour” na sorveteria do Bola, o amado mestre, como era chamado pelos meninos em tom de ironia, se ofereceu de pagar a rodada. O duro foi quando o cara resolveu filosofar:

- A Terra originou-se de uma grande explosão atômica, chamada  Big Bang, e a vida originou-se das duas uma: Ou a vida se formou aqui, a partir dos elementos químicos que deram origem ao nosso planeta ("Geração Espontânea"), ou a vida veio de fora, em estágio de desenvolvimento que pode ter sido mais ou menos complexo "Panspermia", que significa mais ou menos que a vida foi semeada na Terra vinda do espaço.

O físico foi interrompido por Chiclete que arriscou: 

- Não foi Deus quem criou a vida, a Terra e os planetas? - Jota enfiou um grande pedaço de pizza goela abaixo, pensando na grande besteira que seu amigo cometera.  Agora meu pai vai ocupar um tempão explicando aquela baboseira, pensou desanimado.

O professor continuou empolgado: 

- A cabecinha de vocês está contaminada pela religião que é o ópio do povo!  Vocês devem se lembrar do que aprenderam na escola sobre a “geração espontânea”, essa teoria tem mais de 2.000 anos, e é aceita pela maioria dos cientistas do mundo.

Chiclete arregalou os olhos e pensou: “Isso ta me cheirando mal. Deus não é o Criador de tudo?” Com isto em mente, resmungou meio inseguro: 

- Não teve ninguém, nenhum cientista que pensou diferente? Não tem outro jeito do planeta ter sido criado?

O professor, friamente, sem nem olhar para a cara de quem perguntou, como se ignorasse sua opinião, balançou a cabeça para os lados e disse com desprezo: 

- Tem uns cabeças-de-bagre que acham que um Ser, que ninguém nunca viu, nem provou que existe, criou tudo... Cada louco com a sua mania!

- Sabe o nome de algum deles? - perguntou Chiclete, curiosa e corajosamente.

- A teoria da Geração Espontânea, tal como formulada por Aristóteles, só foi refutada definitivamente no século XIX, graças ao trabalho de Louis Pasteur – respondeu o professor.
	
- Isso quer dizer que esse tal Pasteur não concordava? - perguntou Chiclete. - Deve ser porque ele tinha uma Bíblia, né professor? - Acrescentou o menino, respirando aliviado, e sorrindo com ar de vitorioso.

	- Era um bobão - disse o “amado mestre”.

- Mas, não foi ele que descobriu que a bactéria morre quando fervemos o leite ou a água? - Insistiu Chiclete.
	
- É, foi sim, e isso se chama pasteurização. Talvez ele tenha lido a Bíblia, mais do que os manuais de ciência. Mas sobre isso, nós conversaremos outro dia, agora tenho que ir. A propósito, deixei o dinheiro com o Jotinha, ele acerta tudo! Estude menino!
	
“Que alivio!”, pensou Chiclete ao ver o professor indo embora. Ele guardava no seu coração certa alegria por saber que alguém, como Ele, acreditava que a Terra e a vida foram criadas por Deus. E desde aquele dia resolveu colocar o nome do professor na lista de oração, pedindo ao Senhor que ajudasse aquele homem a entender a verdadeira história da Criação do mundo.

	Chegando em casa, Chiclete foi logo pegando sua Bíblia, cheia de adesivos na capa, e abrindo bem no comecinho, e em seu quarto, leu em voz alta:
- “No princípio criou Deus o céu e a Terra.... E disse Deus: Haja luz e houve luz”
Sem planejar de antemão, e sem hesitar, ao ler essas palavras Cláudio Augusto gritou:

- Glória a Deus!

Ao perceber que tinha gritado, levou rapidamente a mão na boca, mas não adiantou, sua mãe já estava na porta.

- Que gritaria é essa , tarde da noite, menino?

- Nada não, mãe. Nada não. 

- Vê se apaga a luz e dorme!  Ah, faça oração antes de dormir.

Chiclete sorria por dentro, deitado com roupa e tudo, barriga pra cima, olhando o teto. Ainda a tempo, enquanto sua mãe saía lentamente, vendo a sombra dela no corredor, chamou: - Mamãnhêêê!

De longe ela respondeu e ele continuou: 

- Me ajuda a orar pelo meu professor de física?

- Claro, meu filho - gritou sem entender do que se tratava.

Como toda boa mãe, Dona Ana voltou desconfiada e permaneceu caladinha atrás da porta até ouvir a voz do seu filho exclamar com uma expressão de alegria:

- Querido Pai, muito obrigado por que Tu és o Criador de tudo, muito maior do que o tal de Big Bang, e ainda conhece cada fio do meu cabelo lindo. Tu és maravilhoso!!!

Dona  Ana concordou: “Amém!” E pensou alto: “Esse é o meu rapaz!”.

Próximo episódio:
» Chiclete e o Carnaval</description>
				  <pubDate>11 Feb 2007 12:04:31 -0300</pubDate>
				  <link>http://www.irmaos.com/artigos/?id=1413</link>
				  </item>

				</channel></rss>
