|
Atendimento Certamente você está fazendo referência à passagem de Romanos 9 que trata da soberania de Deus em contraste com a responsabilidade humana. Um dilema paradoxal que deve ser aceito, simplesmente.
A seguir quero fazer a citação de Willian MacDonold:
“O destino de homens ou nações não é determinado pela força de sua vontade nem pelo poder de seus esforços, mas pela misericórdia de Deus.
Quando Paulo diz que a salvação não depende de quem quer, isso não significa que ela não envolve a vontade da pessoa. O convite do evangelho é dirigido claramente à vontade do indivíduo (Ap 22:17). Jesus mostrou que os judeus incrédulos não queriam ir a ele (Jo 5:40). Ao dizer que não depende [...] de quem corre (Rm 9:16), o apóstolo não está negando nossa responsabilidade de nos esforçarmos por entrar pela porta estreita (Lc 13:24). É necessário algum zelo e disposições espirituais. Mas o querer e o correr não são fatores principais e determinantes: a salvação pertence ao Senhor. (...)
A soberania de Deus é vista não apenas no fato de ele mostrar misericórdia para com alguns, mas também de endurecer outros. Faraó é citado como exemplo.
O texto não sugere, de maneira nenhuma, que o monarca egípcio estava condenado desde o nascimento. Antes, em sua vida adulta, ele se mostrou cruel e extremamente obstinado. Apesar de advertências sérias, ele continuou a endurecer seu coração. Deus poderia tê-lo destruído de imediato. Em vez disso, porém, Deus o preservou com vida para mostrar nele o seu poder e para que por meio dele o nome de Deus se tornasse conhecido por toda a terra.
O Faraó endureceu o coração repetidamente, e depois de cada uma dessas ocasiões Deus endureceu o coração do monarca ainda mais como julgamento sobre ele. O mesmo sol que derrete o gelo endurece o barro. O mesmo sol que clareia o tecido escurece a pele. O mesmo Deus que usa de misericórdia para com o contrito também endurece o impenitente. Graça rejeitada é graça negada”. Éder Lúcio
|