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Atendimento Caro Rafael,
Esta é mais um dos problemas relativos a tradução de palavras de outras línguas para o português, no presente caso do hebraico e do grego. A questão aqui é que a tradução para “baleia” é mais uma interpretação do que uma tradução propriamente dita. Já me explico. Tanto a palavra hebraica (AT) como a palavra grega (NT) são termos genéricos usados para referir-se a um grande peixe e não necessariamente a uma baleia. O que creio é que se partiu do conhecimento atual para “impor” a palavra baleia ao texto. Como na época da tradução, assim como hoje, o maior ser marinho conhecido era a baleia, é possível que os tradutores tenham pensado que o tal grande peixe só poderia ser uma baleia e assim optaram pelo termo. Mas o correto é traduzir e não interpretar e, assim sendo, a tradução correta é grande peixe e não baleia.
O seu segundo questionamento “é se realmente existia o conceito de baleia e mamíferos na época em que foi escrita a essas passagens?”
Estou convencido que tanto na ocasião de Jonas quanto no I século os homens ainda não sabiam que a baleia na verdade não é um peixe e sim um mamífero. Esta é uma descoberta recente na história da humanidade. Mesmo porque na ocasião não se tinha equipamentos para se realizar este tipo de pesquisa.
Jabesmar Guimarães
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