ConsultaQual a verdade sobre era de Peixes e Aquario? Por que nosso símbolo (cristão) é um peixe. Isso se remete à era de Peixes? É chegado o tempo da Nova Era então, a Era Aquarius? Guto Dobes, Campo Grande - MS
|
|
Atendimento Há uma boa análise sobre a presente questão filosófica oriental respondida pelo irmão Adonias Gonçalves (n° 152 do Consultório); portanto, dê uma olhada nela.
A verdade é que estes conceitos são meramente filosóficos de origem oriental e recheado de religiosidade. Uma vez que a partir dos anos 60 a sociedade ocidental recebeu uma avalanche da influência oriental, tais conceitos, termos e práticas se fazem presente até hoje.
Nem mesmo entre os vários grupos filosóficos orientais existe uma concordância quanto ao estabelecimento desta “era”. Alguns acreditam que ela começou na virada do ano 2000 d.C., outros acham que foi mais cedo 1962 d.C., outros que será em 2600 d.C. Segundo estes “especialistas” não se pode determinar o estabelecimento de uma “era” astrológica como marcamos a chegada de um novo ano (influência matemática), antes estamos vivendo a chamada “órbita de influência”, ou seja, apesar de matematicamente a era aquariana iniciar aproximadamente em 2600 d.C. (conforme o cálculo matemático – astronomia, ciência – , cujo ciclo é de 2156 anos para se passar de um signo para outro – astrologia, filosofia) já experimentamos a sua influência transicional nos vários aspectos da vida humana (política, econômica, filosófica, espiritual e psicológica). Por isso a “confusão” ainda na presente era que é de “peixes”. Tais nomenclaturas fazem parte do sistema “astrológico” de marcação do tempo e da influência dos astros na história e vida do homem.
A nomenclatura do signo ou era de “peixes” nada tem de correspondência com o símbolo cristão do “peixe”, exceto por uma analogia criativa. O símbolo cristão do peixe foi tomado do anagrama da palavra grega (ichthus) que traduzido significa “peixe”. O anagrama correspondia a expressão de fé dos primeiros cristão em relação à divindade de Jesus Cristo, cuja expressão dizia: “Jesus Cristo, Filho de Deus”. O símbolo, portanto identificava aqueles homens e mulheres dentro de uma cultura pagã e opressora cuja fé alicerçava-se na encarnação do Filho de Deus.
Dizer se estamos vivendo uma ou outra “era” astrológica é aceitar tais conceitos filosóficos/religiosos como certo. Esta é uma postura diferente das nomenclaturas adotadas para a identificação dos períodos históricos, tais como “iluminismo”, “medial”, “modernismo”, etc., cuja ênfase está num conjunto de fatores amplos dominados por um estilo de pensamento. Éder Lúcio
|