ConsultaComo conciliar o texto de I Jo. 2.19, que afirma que quem é verdadeiramente cristão não debandará, não cometerá apostasia portanto, com textos como II Ts. 2.3, que afirma a realidade da apostasia, e Hb 6.4-6, que, além de também afirmar a realidade da apostasia, afirma que é impossível o retorno daquele que a comete? Fábio Salgado de Carvalho, Brasília - DF
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Atendimento A apostasia é antes um “repúdio e abandono deliberado da fé que a pessoa professou (Hb 3:12). A apostasia difere da heresia quanto ao grau. O herege nega algum aspecto da fé cristã, mas retém o nome de cristão” (Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Vol. 1, p. 102 – nota com grifo pessoal). Vê-se que o apóstata é aquele, conforme definido por João, que nega a divindade de Cristo (1 Jo 2:18-22), assim a exortação de Hebreus 3:12 e Hebreus 12:25 tornam-se contundentes uma vez que a incredulidade impede o pleno relacionamento (iluminação) com Deus, possibilitando a apostasia (cair de Hebreus 6), ou seja, o desvio, abandono, repúdio consciente da fé. Quanto a uma análise do texto de Hebreus 6 sugiro que você consulte neste Consultório a questão de nº 145.
A Bíblia admoesta sobre a triste realidade da apostasia, tanto que profeticamente o surgimento do Anticristo é a sua expressão máxima, daí a exortação à “Igreja de Laodicéia”:
“Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo. Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (cf.Ap 3:18-22)
A apostasia surge entre aqueles que são parte da “cristandade” (termo utilizado por C. I. Scofield que descreve aqueles homens e mulheres que se beneficiaram do evangelho, mas não assumiram um compromisso pleno com Cristo – cristãos nominais) e levam a efeito o desenvolvimento do plano escatológico tanto quanto ao desenvolvimento do sistema quanto de seu representante máximo (Ts 2:3; 1 Tm 4:1-5; 2 Tm 3:1-5; 1 Jo 2:18; Ap 11:7; Ap 13:1-10). O verdadeiro cristão está isento dela, pois crê que Cristo é Deus (cf. 1 Jo 2:20-27).
Éder Lúcio
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