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Atendimento De uma maneira geral, o cristão tem plena liberdade de escolha sobre o que vai fazer na vida, desde que não esteja prejudicando o próximo ou infringindo a lei. Por outro lado, o cristão está submisso ao seu Senhor e Salvador Jesus Cristo, e não vai fazer aquilo que não seja da Sua vontade.
Logo, o primeiro passo é perguntar-se, quando em dúvida: "em meu lugar o que faria o Senhor Jesus?" Paulo adverte: "Tudo é permitido, mas nem tudo convém. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica. Ninguém deve buscar o seu próprio bem, mas sim o dos outros" (1 Coríntios 10:23), e nos dá um crivo excelente para verificarmos o "bem" de tudo o que contemplamos fazer: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." (Filipenses 4:8). Procure ver, honestamente, se o investimento em bolsa de valores passa neste crivo.
Aplicar capital na bolsa de valores tem facetas diferentes:
Alguém que “joga” na bolsa, comprando e vendendo conforme a cotação vai mudando, sem ter conhecimento suficiente do assunto, corre risco de perder assim como ganhar. As cotações na bolsa estão sujeitas em maior parte aos grandes investidores institucionais que dispõem de programas de computador de alta complexidade, alimentados por dados financeiros, econômicos e das próprias empresas. Mas mesmo esses grandes investidores estão ao sabor de fatores econômicos imprevisíveis, haja vista os grandes prejuizos que sofreram recentemente nas bolsas europeias, norte-americanas, e mesmo asiáticas.
Alguém que “investe” na bolsa, conhecendo bem as empresas em cujo capital está investindo, bem como seu potencial futuro e a qualidade da sua diretoria e administração, está contribuindo para o seu desenvolvimento e receberá o seu fruto na forma de dividendos. A flutuação da cotação das suas ações na bolsa terá menos importância do que tem para quem “joga”, e terá uma renda regular ou mesmo crescente se tudo for bem. Sem entrar em maiores detalhes, podemos dizer que é semelhante ao comerciante que investe um capital e espera obter lucro com as suas operações. Foi o que fizeram os servos da parábola das minas, que foram felicitados pelo seu patrão (Lucas 19:12-27).
Enfim, quem “joga” na bolsa sem entendimento do assunto arrisca-se a ter prejuizo. Mas o seu capital está contribuindo para o capital de empreendimentos, algo de positivo que o jogo de azar não tem. Quem “investe” na bolsa criteriosamente ainda pode sofrer prejuízo, mas é o risco que corre qualquer comerciante, com a vantagem que não precisa ocupar seu tempo em trabalho e pode, conforme as suas circunstâncias, dedicar-se mais à obra do Senhor, o que é muito positivo.
R. David Jones
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