21/10/2009, 00:00:00 Igreja Católica critica novo livro de José Saramago
“Caim", livro mais recente do português José Saramago, gerou polêmica ao chegar às livrarias hoje, depois que o episcopado lusitano afirmou que se trata de uma mera "operação publicitária" do Prêmio Nobel de Literatura de 1998.
O livro, que narra em tom irônico a história bíblica de Caim, filho de Adão e Eva que matou o irmão Abel, foi apresentado no domingo em Penafiel pelo autor.
"A Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana", declarou Saramago.
"Sem a Bíblia, um livro que teve muita influência em nossa cultura e até em nossa maneira de ser, os seres humanos seriam provavelmente melhores", completou.
O romancista denunciou "um Deus cruel, invejoso e insuportável, que existe apenas em nossas mentes", e afirmou que sua obra não causará problemas com a Igreja Católica "porque os católicos não lêem a Bíblia".
"Admito que o livro pode irritar os judeus, mas pouco me importa."
O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Marujão, chamou o livro de "operação publicitária".
"Um escritor da dimensão de José Saramago deveria tomar um caminho mais sério. Pode fazer críticas, mas entrar em um gênero de ofensas não fica bem a ninguém, e muito menos a um Prêmio Nobel", afirmou.
O rabino Elieze du Martino, representante da comunidade judaica de Lisboa, afirmou que "o mundo judeu não vai se escandalizar com os escritos de Saramago nem de ninguém".
"Saramago desconhece a Bíblia e sua exegese. Faz leituras superficiais da Bíblia", disse.
Saramago provocou revolta em 1992 com "Evangelho segundo Jesus Cristo", no qual mostra um Jesus que perdeu sua virgindade com Maria Madalena e que era utilizado por Deus para ampliar seu poder no mundo. O escritor se mudou pouco depois de Portugal e foi morar em Lanzarote, no arquipélago espanhol das Canárias.
José Saramago trilha um caminho de gente pequena, que vibra como um menino em fase de adolescência ao perceber que chamou a atenção de uma menina com suas piadas sem graça.
Um prêmio nobel de literatura que ofende pessoas e suas crenças só demonstra como nossa produção cultural está decandente.
Não falo que o escritor não tem suas qualidades como tal, mas apenas faço uma reflexão como a literatura, assim como a música sofreu uma forte decadência.
Não existe mais pessoas como Miguel de Cervantes,Ivan Turgueniev, Bach, Mozart, Mendelssohn, enfim, pós modernidade está parecendo sinônimo de mediocridade.
Queria ver Saramago escrever algo nesse tom sobre o Alcorão, não que eu ache que seria certo, mas sei que esses caras só querem a polêmica para vender mais, e não para chamar as pessoas à uma reflexão.
São por livros assim, e por outros de idiotice igual que eu prefiro ficar com minha leitura biblica... nada melhor que ler a biblia... E, se por ventura vc que é cristão, achar que deve ler o livro para depois debate-lo, te aconselho que não faça isto, pois, de uma forma ou de outra vc estará dando crédito ao escritor. Acho que etsá na hora de nos colocarmos contra estes autores e contra estas obras, e a melhor maneira é colocando estes assuntos de lado. Não acho inteligente irmos ao amago da questão, de lermos o livro, entende-lo a fundo, para depois critica-lo e debater com outras pessoas, como muito é feito em outras questões propostas pelo diabo... vamos apenas ignora-lo...
Creio que o que ele quer é atenção, bem isso ele conseguiu, mas não é nada de mais, é apenas uma pessoa que nunca conheceu o agir do Espírito Santo na vida dele e que rejeita a sã doutrina.
Para estes o exortamento, caso o exortamento não funcione, então haverá uma hora em que o juízo de Deus acontecerá na vida dele.
Não podemos perder tempo com estes tipos de coisas vamos continuar a fazer a obra do Senhor, porque como o Senhor disse uma vez:
A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros
É triste ver um autor fabuloso, de obras como "Ensaio sobre a cegueira" se embrenhando pelos caminhos da ofensa à Deus e à Sua Palavra. José Saramago já morreu, qual terá sido seu destino?