“Esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes”
(1 Pedro
5:12)
Não há nada tão difícil para nós que permanecer na graça e não
permitir que nossos próprios conceitos humanos nos contaminem. Nunca
entenderemos nem alcançaremos os pensamentos de Deus a nosso respeito. Qualquer
coisa que eu pense acerca disso não chega nem perto do que realmente é a pura e
irrestrita graça de Deus.
Um permanente senso da graça na presença de Deus é o segredo de
toda a paz, santidade, e quietude de espírito. A graça de Deus é tão ilimitada,
plena, perfeita que não podemos ter uma total consciência disso se não
estivermos imersos nela. Se tentarmos conhecê-la fora de Sua presença, iremos
transformá-la em licenciosidade. A verdadeira graça faz com que tenhamos horror
a todo tipo de pecado.
Em Romanos 7 está a descrição de uma pessoa que nasceu de novo
mas que por causa de suas racionalizações parou de repente de desfrutar da
graça. Ao invés de pela fé olhar para Deus e clamar pela graça novamente, o
capítulo está cheio da palavra “eu’, “eu”, “eu”. A graça sempre se refere ao
que Deus é, e não ao que somos. Quando olhamos para nós e nos sentirmos
compelidos a fazer coisas para recebermos a graça de Deus é porque não temos,
ou perdemos, a menor ideia do que ela é. A questão não é o que temos de fazer,
mas se o Senhor Jesus é tudo o que precisamos.
É mais proveitoso pensar no que Deus é ao invés de pensar no que
nós somos. Na realidade isso é orgulho puro. A verdadeira humildade não consiste em pensar em nós mesmos de maneira
depreciativa, mas em não pensar em nós de jeito algum! O que preciso fazer é esquecer de mim mesmo e olhar
para Ele, que me amou primeiro.





