Dizendo sim à coisa certa

man making thumbs up sign

Depois da pausa de Cristo de quarenta dias no deserto, o povo de Cafarnaum tentou evitar que ele os deixasse. Mas ele lhes disse, “É necessário que eu pregue as boas novas do Reino de Deus noutras cidades também, porque para isso fui enviado” (Lucas 4:43). Ele resistiu à correnteza do povo ancorando-se na rocha do seu propósito, empregando sua singularidade para fazer um grande alarido sobre Deus em todos os lugares que podia. E você não está feliz por ele o ter feito?

Suponha que ele tivesse atendido a multidão e montado acampamento em Cafarnaum, raciocinando, “Pensei que todo o mundo fosse meu alvo e a cruz fosse meu destino. Mas a cidade inteira fala para eu ficar em Cafarnaum. Poderiam todas estas pessoas estar erradas?” Sim, poderiam! Desafiando a multidão, Jesus disse não às coisas boas para que pudesse dizer sim à coisa certa: seu chamado único. Orando para que nós façamos o mesmo.

Descanso e adoração

woman sleeping on bed beside book

Deus disse, “Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha” (Êxodo 20:9-10). Deus nos conhece tão bem. Ele pode ver o dono da loja pensando, Bom, alguém precisa trabalhar nesse dia. Se Deus diz que eu não posso, então meu filho irá trabalhar. Então Deus diz “nem o teu filho”. Bom, então minha filha irá trabalhar. “Nem a tua filha”.

Não, Deus diz, um dia da semana você dirá não ao trabalho e sim à adoração. Você irá desacelerar, sentar, deitar e descansar. Ainda assim contestamos. Oferecemos um motivo atrás do outro. A mensagem de Deus é clara: se a criação não entrou em colapso quando eu descansei, ela não irá entrar em colapso quando você descansar. Repita estas palavras depois de mim: não é meu trabalho administrar o mundo!

A escolha de amar

red rose on book sheets

Não gostamos de falar sobre inferno, não é? Nos círculos intelectuais o assunto inferno é considerado como primitivo e tolo. Não é lógico. “Um Deus amoroso não mandaria as pessoas para o inferno”. Então nós o ignoramos.

A doutrina do inferno, entretanto, não é uma desenvolvida por Paulo, Pedro ou João. Ela é ensinada principalmente pelo próprio Jesus. E ignorá-la é ignorar a presença de um Deus amoroso e o privilégio de uma livre escolha. Ele deixa a escolha para nós. Ele nos convida a amá-lo. Ele nos estimula a amá-lo. Ele veio para que nós pudéssemos amá-lo. Tirar essa escolha de cada um de nós, para ele nos forçar a amá-lo, seria menos que amor. Deus explica os benefícios, descreve as promessas e articula muito claramente as consequências. E então, no final, ele deixa a escolha para nós.

Medite no amor do céu

silhouette of person holding sun

Você já está farto de amor humano, não está? Farto de tablóides lhe dizendo que o amor verdadeiro está a uma dieta de distância. Farto de manhãs com cheiro dos erros que você cometeu enquanto procurava amor na noite anterior.

Você não precisa de uma fonte de amor que nunca seca? Você encontrará uma na colina coberta de pedras fora dos muros de Jerusalém onde Jesus está pendurado, pregado na cruz e coroado com espinhos. Quando você não se sentir amado, suba este monte. Medite longa e intensamente no amor do céu por você. Ambos os olhos fechados pelos socos, ombros tão escoriados quanto carne moída, lábios ensanguentados e rachados. Punhados de pelos arrancados de sua barba. Suspiros de ar escapando de seus pulmões. Enquanto você espia o rosto vermelho do único Filho do céu, lembre-se disto: “Mas Deus nos prova seu grande amor ao enviar Cristo para morrer por nós quando ainda éramos pecadores”.

Como as orações são ouvidas

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Nenhum de nós ora tanto quanto deveria, mas todos nós oramos mais do que pensamos, porque o Espírito Santo transforma nossos suspiros em petições e nossas lágrimas em súplicas. Ele garante que você é ouvido.

Agora, imagine uma pessoa que nunca aprende sobre o selo e a intercessão do Espírito Santo. Esta pessoa pode supor então, que a salvação – segurança – reside em nossas obras, não nas de Deus, e que o poder da oração depende da nossa oração, não das orações do Espírito. Que tipo de vida esta pessoa irá levar? Uma vida árida e sem oração.

Mas e se você acreditar na obra do Espírito? Você será diferente como resultado? Pode apostar seu doce domingo que será. Seus ombros se levantarão, seus joelhos se dobrarão quando você descobrir o poder vibrante de orar no Espírito. Um andar mais elevado. Orações mais profundas. E acima de tudo, uma confiança tranquila que vem ao saber que não depende de você!

Deixe seu coração guiar

two heart shaped balloons floating in the air

As lágrimas representam o coração, o espírito e a alma de uma pessoa. Colocar uma fechadura e uma chave em suas emoções é enterrar parte de sua semelhança com Cristo. Especialmente quando você vem ao Calvário.

Você não pode ir até a cruz apenas com sua cabeça e sem seu coração. Não funciona desse jeito. O Calvário não é uma viagem mental. Não é um exercício intelectual. Não é um cálculo divino ou um princípio teológico frio. É uma hora de emoção de partir o coração.

Não se afaste com os olhos secos e sem agitação. Não apenas endireite sua gravata e limpe sua garganta. Não desça ao Calvário calmo e controlado. Por favor… faça uma pausa. Olhe novamente. Aqueles são pregos naquelas mãos. É Deus naquela cruz. E fomos nós que o colocamos ali. Não é de admirar que o chamem de Salvador.

Ajuda no momento certo

A life preserver sitting on a rock formation

Quando viajávamos com nossas filhas jovens, eu levava nossas passagens aéreas em minha pasta. Quando chegava o momento de embarcar, eu ficava entre o atendente e a filha. Quando cada filha passava, eu colocava um bilhete na mão dela. Ela, por sua vez, entregava o bilhete ao atendente. Cada uma recebia o bilhete em cima da hora.

O que eu fazia pelas minhas filhas Deus faz por você. Ele se coloca entre você e a necessidade. E, no momento certo, ele entrega o bilhete a você. Não foi esta a promessa que ele fez aos seus discípulos? “Quando forem presos e julgados, não se preocupem com o que dirão. Falem apenas o que lhes for concedido naquele momento, pois não serão vocês que falarão, mas o Espírito Santo” (Marcos 13:11).

Deus nos guia. Ele fará a coisa certa no momento certo!

Jesus, ele entende você

photograph of person facing opposite in smoky spotlight

Não tenha medo. Deus sabe até quantos cabelos estão em sua cabeça.

Por que Jesus ficou cansado em Samaria, admirado em Nazaré e bravo no templo? Por que ele ficou com sono no barco no Mar da Galileia, triste ao túmulo de Lázaro e com fome no deserto?

Por quê?

Por que ele suportou todas estas sensações? Porque ele sabia que você as sentiria também. Ele sabia que você ficaria cansado, admirado e bravo. Ele sabia que você ficaria com sono, enlutado e com fome.

Ele sabia que você enfrentaria a dor. Se não a dor no corpo, a dor na alma – dor forte demais para qualquer droga. Ele sabia que você enfrentaria a sede. Se não uma sede por água, pelo menos uma sede pela verdade, e a verdade que nós colhemos da imagem de um Cristo com sede é – ele entende. E porque ele entende, nós podemos ir até ele!

Como somos salvos?

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Se somos salvos pelas boas obras, não precisamos de Deus. Lembretes semanais de faça e não faça nos levarão para o céu. Se somos salvos pelo sofrimento, certamente não precisamos de Deus. Se somos salvos pela doutrina, então, pelo amor de Deus, vamos estudar! Mas tenha cuidado, estudante. Porque se você é salvo por ter a doutrina exata, então um erro seria fatal.

Isso vale para aqueles que acreditam que somos justificados através de obras. Espero que a tentação nunca seja maior do que a resistência. Se for, uma queda feia poderia ser um mau agouro. E aqueles que pensam que somos salvos pelo sofrimento, também tomem cuidado, porque vocês nunca sabem quanto sofrimento é necessário.

Levou décadas para Paulo descobrir o que ele escreveu em apenas uma frase: Romanos 3:28, “O homem é justificado pela fé”. Não por obras, sofrimento ou estudo. Apenas fé.

Deus tem os olhos de um pai

a person and a child walking on the beach

Mateus 14:14 diz, “ teve compaixão deles”. Quando Mateus escreve que Jesus teve compaixão das pessoas, ele não está dizendo que Jesus sentiu pena delas casualmente.

Mateus está dizendo que Jesus sentiu nele a dor delas. Ele sentiu o mancar dos deficientes, ele sentiu a dor dos doentes, ele sentiu a solidão dos leprosos, ele sentiu o constrangimento dos pecadores. E uma vez que ele sentiu seus sofrimentos, ele não pôde evitar curar seus sofrimentos.

Ele ficou tão tocado pelas necessidades delas que se esqueceu das suas próprias. Ele ficou tão comovido com o sofrimento das pessoas que colocou os seus em segundo plano.

Deus vê com olhos de um pai. Ele vê nossos defeitos, erros e imperfeições. Mas ele também vê nosso valor. Talvez seja por isso que Deus traz pessoas que sofrem para seu mundo também.

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