“Sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para
oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo… vós sois…
o sacerdócio real… para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das
trevas para a sua maravilhosa luz”
(1 Pedro
2:5,9)
Dois amados servos de Cristo foram capacitados a desempenhar,
sob as mais severas circunstâncias, o sacerdócio real e santo que receberam do
Senhor Jesus. Em Atos 16:19-34 lemos como Paulo e Silas foram jogados na parte
mais secreta da prisão de Filipos, como as costas deles foram cobertas de
feridas feitas por açoites e como seus pés foram amarrados a um tronco. O que
fizeram? Murmuraram e reclamaram? Não! Como sacerdotes reais, eles ofereceram
sacrifícios de louvor. “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam
hinos a Deus”. Que preciosidade! O que eram as escaras, os pés amarrados, a
humilhação da prisão para os santos sacerdotes? Nada mais que um escuro pano de
fundo no qual a graça viva que estava sobre eles brilhou com intensidade.
Às vezes situações incômodas, pequenos aborrecimentos diários
são mais que suficientes para nos tirar o equilíbrio. Paulo e Silas se
encontravam em um momento realmente difícil; mas eles tinham consciência de que
eram pedras vivas e sacerdotes santos.
E agiram como tal. Eles não estavam vestidos com ouro ou prata,
mas possuíam algo muito mais precioso: as virtudes dAquele que nos chamou das
trevas para Sua maravilhosa luz. E onde essas virtudes brilham? Nas comoventes
palavras dirigidas ao carcereiro: “Não te faças nenhum mal”. As vozes dos
sacerdotes santos vinham diretamente do trono de Deus e atingiram o objetivo:
alcançar o coração do carcereiro. Deus foi glorificado e o carcereiro salvo por
dois homens que entenderam seu papel como sacerdotes do Deus vivo, mesmo
feridos, injustiçados e presos em uma cadeia imunda.





