“Depois oferecerá, do sacrifício pacífico, a oferta queimada
ao SENHOR”
(Levítico
3:3)
A oferta de paz era uma oferta de comunhão, na qual Deus e o
ofertante se alimentavam da mesma comida: o sacrifício que havia sido morto.
Primeiro o sangue deveria ser aspergido no altar; caso
contrário, o ofertante não poderia se aproximar de Deus. Isso indica que hoje a
morte de Cristo é a base de todas as nossas bênçãos e da comunhão que temos com
Deus.
Por Sua morte, o Senhor Jesus expressou Sua devoção a Deus de
maneira perfeita; Deus, portanto, tem um único e insondável deleite no Filho. E
assim como o ofertante, mediante a imposição de mãos, se faz um com o animal
que será sacrificado, nós também aparecemos perante Deus mediante a aceitação
de Cristo. E não apenas isso: o Senhor Jesus é nosso tesouro e alegria diante
de Deus. Por meio dEle e pela contemplação de Seu sacrifício, os crentes têm
comunhão com o próprio Senhor, com o Pai e uns com os outros.
Contudo, antes que qualquer pedaço da oferta de paz pudesse ser
comido, a gordura tinha de ser queimada como oferta de aroma suave. Deus
recebia a melhor parte. A gordura indicava a preciosidade de Cristo, a qual
apenas Deus pode apreciar na totalidade. Ao aceitá-la, o adorador hoje se
aproxima do Pai e O louva com gratidão.
Somente então o ofertante poderia comer do sacrifício, cujo
aroma já havia subido às narinas de Deus. Na ceia do Senhor, um maravilhoso
senso de dignidade enche nosso coração quando temos comunhão com o Pai e
compartilhamos de Sua alegria em Seu amado Filho; e também quando contemplamos
o amor e a devoção do Filho para com o Pai.





