Um levantamento elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) revelou que o Brasil ocupa o nono lugar no ranking de países com maior taxa de analfabetismo da América Latina e do Caribe. A taxa do Brasil é de 11,1%, número bem superior à média de 9,5% dos países da região.
Entre os oito países com a maior taxa de analfabetismo estão o Haiti, Nicarágua, Guatemala, Honduras, El Salvador, República Dominicana, Bolívia e Jamaica. O estudo é baseado nas estimativas de populações de 15 anos ou mais, moradoras de áreas urbanas da América Latina.
Apesar dos números, as análises do Brasil mostram que o país já conseguiu reduzir o sua quantidade de analfabetos, que em 1995 representavam 15,3% da população urbana. De acordo com um balanço da Unesco, o Brasil está ao lado de países como Egito, Marrocos, China, Indonésia, Bangladesh, Índia, Irã, Paquistão, Etiópia e Nigéria como país que tem mais de 10 milhões de analfabetos. Só em 2006, o país tinha 14,9 milhões de pessoas que não sabiam ler e escrever.
A faixa etária mais analfabeta era de 40 a 59 anos. A maior taxa de defasagem escolar no ensino fundamental foi registrada na região Nordeste (37,9%), e a menor, de 15,5%, foi verificada na região Sul. O levantamento também mostrou que a média de anos de estudo no Brasil subiu de 5,7 anos, em 1996, para 7,2 anos, em 2006.
O estudo da Cepal mostrou que os países que possuem as menores taxas de analfabetismo são Barbados, Chile, Argentina, Costa Rica, Guiana, Uruguai, Trinidad e Tobago, Cuba, Antilhas Holandesas e Bahamas, chegando a apenas 5,0% da população urbana analfabeta.