Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a
Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos
nossos pecados
(1 João 4:10)
Se Deus está satisfeito com a expiação dos
meus pecados na cruz, eu também estou. Eu sei que sou pecador. Sei que nenhuma
partícula de pecado jamais pode estar em Sua santa presença; e sei disso porque
a Palavra de Deus me diz. Portanto, no que me concerne, não haveria a menor
chance para mim, a não ser a eterna separação de Deus.
Mas, que
profundidade do mistério da cruz – o glorioso mistério do amor que nos redimiu!
Ali o Senhor Deus tomou todos os meus pecados, os colocou sobre a cabeça do meu
Substituto, e lidou com eles segundo Sua justiça. Ali meu Salvador foi
fustigado pelas ondas da ira de Deus que consumiriam meu espírito, alma e corpo
no inferno para sempre. Ali elas passaram sobre o Homem que me representava
diante de Deus, que suportou o castigo que eu merecia, o Homem com o qual o
Deus santo lidou como lidaria comigo. Ali a inflexível justiça, a santidade,
verdade e retidão aniquilaram o pecado e concederam uma libertação eterna dele.
Tudo isso foi orquestrado de tal forma a
glorificar Deus à vista dos homens, anjos e demônios. Ele poderia ter me
enviado para o inferno – e estaria totalmente certo de fazer tal coisa – por
causa do pecado que habita em mim e dos pecados que cometi. Eu não merecia nada
além disso.
Porém, em vez de nos mandar para o inferno,
Deus “enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados”. E pra quê? Para
que Sua justiça ou ira fossem satisfeitas? Não. Absolutamente não. Eles, Pai e
Filho, fizeram isso por nos amar com um amor maior que a morte, o inferno, o
pecado, e tudo o que existe ou poderá existir.





