No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele,
e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo… No dia seguinte
João estava outra vez ali, e dois dos seus discípulos; e, vendo passar a Jesus,
disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus
(João 1:29, 35-36)
O Cordeiro de Deus teria de ser uma vítima
sem mancha, um cordeiro “sem defeito” (Êxodo
12:5). Ele tinha de ser uma vítima voluntária, sem resistência, pois,
diz o profeta: “Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um
cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus
tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca” (Isaías
53:7).
No Novo Testamento somos levados à presença
dAquele que é a realidade e a própria substância dos símbolos e figuras
apresentados no Antigo Testamento. João Batista abre a história do Cordeiro.
Abraão, olhando para o futuro, profetiza: “Deus proverá para si o cordeiro” (Gênesis 22). A mensagem dita a Abraão: “Toma
agora o teu filho” não era um prenúncio da declaração que João Batista fez
de que Ele era o Filho de Deus (v. 34)? Deus
disse a Abraão: “Teu único filho”; agora ouvimos o Espírito Santo
declarar que o Senhor Jesus é “o Filho unigênito” (v.
18). Abraão tinha de oferecer Isaque, o filho da promessa; Deus ofereceu
o Senhor Jesus, que é o “Cristo”, o único no qual “todas quantas promessas há
de Deus, são nele sim, e por ele o Amém” (2
Coríntios 1:20).
Se João responde a Abraão e nos apresenta o
Cordeiro em sua humilhação, Filipe e Pedro respondem a Moisés e Isaías e
apresentam o Cordeiro em Seus sofrimentos. Filipe encontra o eunuco lendo a
grande profecia de Isaías, e a partir deste texto, prega Jesus (Atos 8:32-35). Pedro nos lembra que fomos
redimidos “com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e
incontaminado” (1 Pedro 1:19).





