O FIM

Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória
da sua casa se engrandece. Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a
sua glória o acompanhará.

Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu tornará,
indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão

(Salmo 49:16-17; Eclesiastes 5:15)

As memórias de um renomeado arqueólogo,
livro com mais de 800 páginas, terminam com esta observação decepcionada: “É o
dia mais triste de minha vida”. Que angústia pode invadir um incrédulo na hora
da morte, quando se deve deixar tudo: dinheiro, reputação, relacionamentos…
Seus bens talvez serão desfrutados por desconhecidos, seus livros se cobrirão
de pó e quase ninguém se lembrará dele.

O apóstolo Paulo terminou sua carreira em
um frio e escuro calabouço da Roma antiga. Ele sabia que o tempo de sua morte
se aproximava, porém isso não lhe causava medo. Com Timóteo, a quem dirigiu sua
última carta, ele falou sobre este momento como uma simples passagem para o
céu. Deixou tudo sem pesar, sem se vangloriar pela obra que fizera. Disse com
modéstia: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”. E
acrescentou: “Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me
desampararam… Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me” (2 Timóteo 4:7, 16-17). Antes havia escrito aos filipenses que
estava disposto a continuar servindo ao Mestre, a quem encontrara no caminho de
Damasco, mas que para ele a morte era lucro, pois desejava estar com Cristo (Filipenses 1:21-25). E esse instante chegou
para ele. Que fim maravilhoso!

É preciso ter uma segurança profunda para
considerar a morte com tanta serenidade. Tal confiança vem de um relacionamento
pessoal com o Senhor Jesus Cristo, o Autor da vida. “Em verdade, em verdade vos
digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte” (João 8:51).