Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos
odeia.
Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida
(1 João 3:13; Apocalipse 2:10)
Ao custo de grandes dificuldades, este artista e sábio homem
fez experimentos que culminaram na descoberta de tintas esmaltes muito
originais, as quais contribuíram para sua fama. Sua vida como cristão fiel é
pouco conhecida. Em 1546 ele conheceu o evangelho. Preso sob a acusação de
heresia, foi libertado pela rainha, que o autorizou a abrir um ateliê para seus
experimentos em uma das residências reais. Por outro lado, para colocá-lo a
salvo das perseguições, o conde de Montmorency lhe outorgou o título de
“inventor das rústicas estatuetas do rei”.
Durante o histórico massacre de Saint-Barthélémy em 1572,
Bernard conseguiu se refugiar fora de Paris, para onde voltou e foi preso em
1588, no calabouço da Bastilha. Certo dia, ao visitar os prisioneiros, o rei
Henrique III lhe disse: – Se você não muda de religião, sou obrigado a
deixá-lo nas mãos de seus inimigos. Com muita dignidade, Palissy respondeu que
não permitiria que o obrigassem a negar sua fé. Dois anos mais tarde, um
cidadão parisiense escreveu em seu diário: “Neste ano de 1590, morreu nos
calabouços da Bastilha o mestre Bernard Palissy, prisioneiro por causa de sua
religião, com a idade de 80 anos. Morreu por miséria e maus tratos”.
Hoje o mundo honra o artista Palissy e sua obra; Deus honra o
Seu filho fiel e o recompensou por sua fé. “Corramos com paciência a carreira
que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hebreus 12:1-2).





