Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha;
doutra sorte o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior. E
ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte, o vinho novo rompe os
odres e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; o vinho novo deve ser
deitado em odres novos
(Marcos 2:21-22)
A roupa velha é a que adquirimos por termos
nascidos filhos de Adão, descrita da seguinte maneira em Isaías 64:6: “Mas
todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da
imundícia”. Será que alguém usaria um tecido novo e caro para consertar
andrajos? A roupa nova nos lembra das vestes de justiça que são dadas a todos
os que recebem o Senhor Jesus como Salvador.
Será que o Senhor Jesus veio somente com o
objetivo de remendar nossa miserável condição de desobediência à Palavra de
Deus? Alguns pensam que o cristianismo é uma religião para tentar melhorar a
condição pecadora do ser humano. Primeiro, o cristianismo não é uma religião, é
um relacionamento; segundo, Cristo não veio para aperfeiçoar a “carne”, ou
seja, nossa roupa velha, mas para matá-la! “Os que são de Cristo crucificaram a
carne com as suas paixões e concupiscências” (Gálatas
5:24).
Da
mesma maneira, não se coloca vinho novo em odres velhos, desgastados. O vinho
novo fala sobre a indescritível alegria de conhecer a Cristo. Os odres remetem
obviamente aos recipientes do vinho. Odres velhos simbolizam pessoas que se
tornaram endurecidas pelo amor ao pecado. Elas estão imprestáveis e são
incapazes de conter qualquer vestígio da vida de Deus. A maioria dos “odres
velhos” é composta de religiosos! O maravilhoso vinho da alegria em Cristo
obrigatoriamente tem de ser colocado em novos recipientes, nascidos do Espírito
Santo.
Nascer de Deus nos torna vasos novos, com
vestes novas e cheios de vinho novo (João 3)!
Nada neste mundo se pode comparar a isso!





