E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do
que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te
condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te
condeno; vai-te, e não peques mais
(João 8:10-11)
O Senhor Jesus é bom, e não ‘bonzinho’. Os
apóstolos em um momento de irritação teriam mandado fogo do céu sobre os
obstinados pecadores, mas o Mestre lhes censurou por tal ideia ridícula (Lucas 9:54). Pedro, o confiante porém desleal
discípulo, não esperava nada além de uma merecida e severa reprovação da parte
do Senhor por sua infidelidade. Mas o que recebeu foi a mais gentil e
inacreditável das reprimendas: “Simão, filho de Jonas, amas-me?… Apascenta as
minhas ovelhas” (João 21:16).
A mulher
do versículo acima era uma pecadora, mas Ele se dirigiu a ela de maneira
delicada e encorajadora. Seus acusadores a tinham humilhado ao máximo pela
exposição pública dela, e provavelmente lhe diziam coisas horríveis, mas o
Senhor disse apenas: “Nem eu também te condeno”. “Caia eu, pois, nas mãos do Senhor, porque são muitíssimas as suas
misericórdias” (1
Crônicas 21:13).
Será que podemos inferir que o Senhor
ignora o pecado? Absolutamente não! Sua encarnação, Seu sangue – Belém e no
Calvário – provam exatamente o contrário! Antes que a culpa de alguém pudesse
ser retirada, Ele teve de descer de Seu trono de glória para agonizar em um
madeiro amaldiçoado. Essa palavra do Senhor Jesus foi uma palavra de
encorajamento para aqueles que já se arrependeram de seus pecados.
Talvez você seja o maior dos pecadores ou o
maior dos desviados. Da mesma maneira que uma pessoa falida tem medo de
examinar seus livros contábeis, talvez você tenha medo de examinar seu coração.
A consciência e as lembranças de inúmeros pecados podem lhe condenar, mas o
Senhor Jesus sempre tem uma palavra gentil para você: “Nem eu também te
condeno; vai-te, e não peques mais”.





