Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz
para nós um peso eterno de glória mui excelente
(2 Coríntios 4:17)
O feliz
rapaz tinha encerrado a última do processo de seleção. O emprego parecia certo.
E então esperou pela convocação oficial para preencher a vaga que achava que
era sua. Uma semana se passou, duas semanas, três, e nada. Por fim, após um mês
recebeu a terrível notificação: “Infelizmente, o senhor não possui experiência
suficiente em Engenharia”. Aquilo não fazia sentido. O emprego era para outra
área. De fato, ele jamais havia feito um único curso na área de Engenharia e a
empresa sabia disso desde o começo.
Mas havia no envelope um bilhete escrito à
mão, da secretária do responsável pela seleção, que dizia algo mais ou menos
assim: “Sou nova convertida, e fiquei muito feliz quando você deu um folheto
bíblico para meu chefe na última entrevista. Tenho esperado para falar do
Senhor Jesus com ele, e talvez isso possa ajudar. A propósito, esse foi o real
motivo de você não ter sido contratado. Eu não deveria lhe dizer isso, mas
achei que você merecia saber”.
Aquela foi a “recompensa” do jovem por ter
sido fiel. A “recompensa” de Paulo por ter servido ao Senhor foi prisões,
açoites, e todo tipo de maus-tratos. A do Senhor Jesus foi a morte de cruz!
Os caminhos de Deus são mais elevados que os
nossos. A vida cristã é uma carreira cujos benefícios nem sempre são aparentes
à primeira vista. Depois do choque e frustração iniciais, aquele rapaz buscou a
Deus para saber o que o Senhor queria que ele fizesse. E, ao invés de ser
admitido por uma grande empresa, Deus o “contratou” como missionário. Ao invés
de ganhar um alto salário, ele passou a ganhar o que de mais precioso há neste
mundo para Deus: vidas!





