E, visto como os filhos participam da carne e do
sangue, também ele participou das mesmas coisas
(Hebreus 2:14)
Será que podemos compreender o que custou
ao nosso Senhor viver e sofrer 33 anos neste mundo antes de ir para a cruz? Ele
suportou tentações, teve fome, sede e cansaço, foi pobre, etc. Ele não
precisava sofrer tudo isso, mas quis mergulhar inteiramente em nossa
condição humana. Fez-se homem não somente para poder morrer por nós na cruz,
mas também para experimentar nossa natureza, “para ser misericordioso e fiel
sumo sacerdote” (v. 17).
Quando estamos diante da tumba de um ente
querido, como é reconfortante saber que o Senhor Jesus também passou por essa
dolorosa circunstância, quando Ele mesmo Se achou diante do sepulcro de Seu
amigo Lázaro. Da mesma maneira, o Senhor Jesus nos compreende quando choramos,
porque Ele chorou.
O Senhor Jesus também sofreu fisicamente.
Ele sabe o que é dor. Dor física e moral. Pensemos nas bofetadas dos guardas,
os açoites que recebeu, a coroa de espinhos que Lhe puseram na cabeça, o peso
da cruz que teve de carregar e os cravos que traspassaram Suas mãos e pés. O
Senhor Jesus sofreu de forma inimaginável em Seu corpo.
É um pensamento consolador saber que o
Salvador quis passar por tudo o que passamos, por me amar e querer
compartilhar de todos os detalhes da minha condição humana. Isso coloca nossas
dificuldades sob uma luz muito diferente. Que amor sublime!
E o
Senhor Jesus não parou por aí. Ele compartilhou nossa natureza humana, mas foi
além. O Senhor Jesus nos concedeu aos que crêem algo totalmente indescritível:
o compartilhar de Sua própria natureza divina, conforme afirma o
apóstolo Pedro: “Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que
por elas fiqueis participantes da natureza divina” (2 Pedro 1:4).





