Home Artigos Quando o amor esfria

Quando o amor esfria

Uma nação de luto, talvez esta fosse a melhor frase para descrever nosso sentimento com relação à morte do pequeno João Hélio. O carro da sua família foi interceptado por dois ladrões armados. A mãe e a filha conseguiram descer. João Hélio foi arrastado por sete quilômetros por ruas movimentadas, preso pela barriga ao cinto de segurança, enquanto os bandidos partiam em alta velocidade, arrastando o pequeno João, tendo como testemunha a própria mãe, deixando um rastro de terror e sangue pelas ruas de quatro bairros da Cidade do Rio de Janeiro.

Mas enquanto os pais choram e outras inúmeras famílias, também vitimas da mesma violência e da indiferença, organizam abaixo-assinados e manifestações de apoio e protesto pelo país afora, as autoridades e a imprensa fazem de conta que vivemos em um animado baile de conto de fadas. E o povo é só carnaval.

Pelas ruas e becos de Olinda e do Recife antigo, canta-se parabéns pra você ao Frevo. Em Salvador o negocio é beijo roubado e fingir de ser Feliz, enquanto se dá a volta no trio. E lá no Rio de Janeiro a apoteose é do samba. Viva a Mangueira! Parabéns a Beija-Flor! We are the world, we are carnaval, we are folia! Tudo é festa. Por todos os lados, homens liberam as “fantasias” num vale-tudo onde vale até homem com homem e mulher com mulher, contrariando até o sindico Tim Maia.

Mas meus queridos, será que diante de tanta indiferença faremos algo? Ou também nos fantasiaremos de palhaços e colombinas? Por que verdadeiramente bem sei que somente motivados pelo amor resplandeceremos em meio a estas densas trevas. Como disse Ronaldo Lindorio: “ninguém é capaz de orar por milhões de vidas que perecem sem Cristo se não consegue chorar seque por uma delas.” Porque, se amamos os que nos amam, que recompensa temos? Não fazem os publicanos também o mesmo?”. Que Deus tenha misericórdia de nós.

Sola Gratia!

Leia também O João Hélio da Dona Rosa