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Carnatal

É natal, é natal! Viva o bom velhinho, etc e tal.
Presente vai, presente vem…
E chega o fim de ano, o dia da confraternização universal!
Mais comida, mais bebida…
Começa um ano novo e continua-se a velha vida.

E sem perder o pique, no repique do pandeiro,
O morro vai cantar o que chorou o ano inteiro!
Na cadência do samba, a bala é perdida, a vida é perdida…
“Na minha casa todo mundo é bamba,
Todo mundo bebe, todo mundo samba”
Celebra-se a vida; a vida cachorra, bandida.

“Depois do carnaval eu vou criar juízo!
Há muito que eu preciso me regenerar.”
Coelhinho da páscoa que trazes pra mim?
Esquece-se os espinhos e as espinhas são a única preocupação.
Pena que chocolate não engorde o coração!
Que continua mirrado, sem fé, paz, ou compaixão.

Chega maio, o mês das noivas!
Mês da redenção da mulher!
Que até então só é vista como objeto de prazer.
Um pedaço de carne qualquer.

Agosto, mês de desgosto, para um pai que já nem existe.
A mão no bolso esconde seu dedo em riste!
Setembro; Independência ou morte?
Não terei que escolher, se eu tiver sorte!
Patriotismo, catolicismo, cristianismo…
Basta ser paciente, esperar só mais um pouquinho,
E o bom velhinho voltará do Pólo Norte!

“Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada Brasil! Rede Globooooo!”

Para ruminar vida afora:

“Então os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás; E deliberaram prender Jesus, a traição, e mata-lo. Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.” Mateus 26:3-5