O presidente da Rede Record de televisão, Alexandre Raposo, negou que os programas da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) deixarão de ser exibidos pela emissora. A informação desmente o vice-presidente da empresa, Walter Zagari, que há duas semanas declarou que a diretoria da Record, que é controlada pela Iurd, estudava retirar do ar todos os programas religiosos da grade, em busca de mais competitividade. De acordo com a coluna Outro canal, assinada pelo jornalista Daniel Castro na Folha de São Paulo, Raposo disse que não há motivo para os programas com pastores e bispos saírem da grade, já que são exibidos em um horário que a emissora fatura e não atrapalham em nada o Ibope.
A Igreja Universal paga cerca de R$ 300 milhões por ano pelas seis horas de programação que ocupa na emissora. Como a maioria dos programas do gênero é exibida na madrugada, quando a audiência não passa de um traço, trata-se do mais alto preço pago no Brasil pelo horário. Pelo que havia sido dito por Zagari, a intenção era ir reduzindo os programas religiosos gradativamente, até suprimi-los completamente da programação em 2010. Um dos motivos da suposta mudança seria a que disputa acirrada que a TV Record vem travando com o SBT de Silvio Santos pelo segundo lugar na preferência do telespectador brasileiro.