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Onde estavas tu?

“Depois disso o Senhor respondeu a Jó dum redemoinho, dizendo: Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; porque te perguntarei, e tu me responderás. Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Faze-mo saber, se tens entendimento” (Jó 38:1-4).

Quando li a notícia sobre o senador norte-americano que queria processar Deus me vieram à mente as provações que Jó sofreu quando Satanás, com a permissão de do Senhor, tirou seus bens, filhos e filhas, e como se não bastasse também sua saúde. Fiquei indignado com tamanha pretensão. (Pretensão é a exigência da subordinação de um interesse de outrem ao próprio.)

Jó queria manter-se de nariz empinado porque se considerava justo por si propriamente, julgava corretas suas ações, seus conselhos e de tempo em tempo oferecia sacrificios pelos seus filhos pois dizia: “vai que um dos meus filhos cometeu pecado”.

Ele se mantém assim, mesmo quando é acusado pelos seus amigos. Todos o acusam de guardar um pecado não confessado e, quando eles não têm mais o que falar, se calam e nesse momento um jovem entra em cena.

Ele não acusa Jó de pecado, ele não acusa Deus de tentar Jó, afinal ele sabe que Deus não tenta ninguém, antes ele prova o seu amor para conosco; ele não acusa o Senhor de permitir maremotos, furacões, terremotos, terrorismo, desigualdades sociais, econômicas, doenças; ele não acusa o Senhor de nada. Até que… o próprio Deus responde a Jó.

O diálogo é longo, com muitas perguntas, e Jó não tem resposta para todas elas. Ele mesmo confessa que conhecia o Senhor só de ouvir e falar. Um pouco mais tarde ele o vê. Podemos ver o Senhor em tudo e em todos? Nem sempre, eis a minha opinião!

Você pode me dizer que tudo acontece com a permissão do Senhor, sim, mas ele não nos prova além das nossas forças… Onde estavas tu Onésimo? E tu, Fulano? Ciclano? E você, Beltrano?

Onde estavas tu quando meu filho se entregou por ti?

Não me aponte o erro de Pedro! Eu o amei e ele me amou.

O discurso continua e Jó entende que, por mais honrosas que fossem suas ações e correto seu coração, ele nunca seria justo diante de Deus. Nesse momento ele entende que precisa de um intercessor e somente após abrir os olhos ele contempla o Senhor.

Deus é Senhor e suas ações não podem ser confrontadas com a razão humana. Para tudo Ele tem um propósito. Ele mesmo fixou o fundamento de todas as coisas no céu como na terra, e tudo está sujeito à sua vontade.

Onde você estava noite passada, o que você pensava, desejava? Como você se prepara para conseguir o que deseja, o que tem planejado?

Uma coisa é certa: nosso tempo não é o tempo de Deus. Ele conhece nossas necessidades, ninguém pode levar uma intimação ao trono de Deus.

“Senhor, esta é uma intimação para que compareças ao Tribunal dos Homens para responder ao processo numero tal na data tal”.

Qual seriam as argumentações do reclamante? “O Senhor me fez pobre não consigo enriquecer, o Senhor permitiu doença na minha familia, o Senhor permitiu que eu pecasse…”

A resposta? Joao 3:16 bastaria para mim.

Enfim, não podemos terminar esse pensamento sem reconhecer que a razão pela qual estamos aqui no mundo vivendo em tribulações e provas é motivo de confirmar nossa fé, nos santificarmos dia-a-dia porque fomos feitos para a glória de Deus, para prestarmos adoração ao Seu nome.

Não queira ser mais justo do que Deus nem justificar suas ações, basta entender que somos objetos do amor de Deus, e a sua paz nos guardará.