O ativista pela paz, Abdulkadir Yahya, foi morto a tiros em sua casa em Mogadishu, capital da Somália. Yahya tentava, através de seu Centro para Pesquisa e Diálogo, resolver a guerra civil do país, que já dura 14 anos. Testemunhas disseram que aproximadamente cinco homens atacaram seus seguranças, amarrando-os, cortando sua linha telefônica e atirando nele em frente à sua esposa.
O co-diretor do Centro para Pesquisa e Diálogo, Jabril Abdulle, disse que o ativista recusou uma oferta para sair da Somália porque ele queria ajudar a reconstruir o país. Abdulle foi a primeira pessoa a chegar no local do crime, que aconteceu na noite de domingo, dia 10 de julho. Segundo ele, assim que chegou ao local do crime, viu o corpo de Yahya deitado do lado de fora da casa enquanto sua esposa estava do lado de dentro, chorando. O corpo de Yahya foi internado nessa manhã.
O coordenador humanitário, das Nações Unidas, pela Somália, Maxwell Gaylard, expressou surpresa pela morte de Abdulkadir Yahya. Segundo ele, Yahya era comprometido com a paz e a reconciliação, e seu otimismo em relação ao país nunca morria.