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Papa pede diálogo entre religiões para pôr fim a terrorismo

O papa Bento 16 disse na quarta-feira que não se deve permitir que os atos de terror prejudiquem o diálogo entre as três maiores religiões monoteístas do mundo: Islamismo, Cristianismo e Judaísmo.

“O terrorismo é irracional. Não há um conflito de civilizações. Há somente pequenos grupos de fanáticos. O diálogo entre as três religiões é importante”, disse o pontífice a jornalistas durante suas férias nos Alpes italianos.

“Só podemos rezar para que esse desejo (de que as religiões dialoguem entre si) seja reforçado no mundo. Esperamos que esse desejo seja maior que a violência”, disse.

Foi a terceira vez que Bento 16 condenou o terrorismo desde o dia 7 de julho, quando militantes suicidas realizaram ataques em composições do metrô e em um ônibus de Londres que mataram mais de 50 pessoas.

Quatro jovens muçulmanos britânicos promoveram os ataques, aumentando as preocupações em torno da distância entre as comunidades religiosas na Grã-Bretanha. O governo britânico anunciou que tomará medidas para fechar suas fronteiras a pessoas suspeitas de pregar o ódio religioso.

Um dos desafios mais curiosos de Bento 16 é o de manter as relações amigáveis do Catolicismo com outras religiões, as quais ele irritou quando era o cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Ele tem apresentado uma postura mais suave desde sua eleição para sumo-pontífice após a morte, em abril, do papa João Paulo II.