O ator Tom Hanks saiu para trabalhar nesta segunda (15), em Londres, e, descendo da limusine, deu de cara com um protesto armado composto por católicos conservadores que criticavam a essência do livro – e, é claro, da adaptação estrelada por Hanks – O Código Da Vinci.
A manifestação aconteceu do lado de fora da Lincoln Cathedral – que está servindo como cenário para a abadia londrina de Westminster, onde a produção só seria autorizada a gravar se tivesse feito uma doação de US$ 180.000 para obras assistenciais da Igreja.
As gravações no local vão durar apenas dois dias – e Hanks foi recebido com entusiasmo tanto pelos manifestantes – em sua maioria, religiosos e freiras – quanto pelos fãs. Prestes a entrar em uma vigília de 12 horas em frente ao local, a freira Mary Michael, 61 anos, declarou: “Eu não acho que seja certo que eles filmem esta história aqui. Eu conheço o bispo e o cardeal, e sei que eles argumentam que se trata de ficção – e pode até ser uma ficção brilhante – mas vai contra a essência de tudo em que acreditamos”.
O cardeal Alec Knight, da Lincoln Cathedral, se referiu ao livro de Dan Brown como sendo “um monte de discurso velho e pretensioso”, mas admitiu que não pôde recusar a oferta da produção do filme graças à publicidade sem preço que sua “casa espiritual” vai receber.
Dirigido
por Ron Howard (Uma Mente Brilhante), o filme traz no elenco ainda Ian McKellen (O Senhor dos Anéis), Jean Reno, Audrey Tatou (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain) e Alfred Molina (Homem-Aranha 2). A estréia nos cinemas estadunidenses está prevista para 19 de maio de 2006.
Assista ao teaser-trailer do filme:





