No começo de tudo

No princípio,
Quando o início não era começar
Mas sim o Espírito de Deus,
E o seu movimentar
A ausência na forma terrestre
Preenchia as faces das águas
E toda a superfície e vales.

Então o próprio Deus,
No seu querer e efetuar,
Arquitetou o meio
Do espaço disforme completar
Sem “mãos”
Mas com o poder do falar.

Palavra,
Primeiro contato entre verbo e a terra;
Deus e a terra vazia, agora transformada,
Fruto de sua palavra sem tato:
“Haja!”
Quatro fonemas, e tudo de belo
Passou a cobrir o que não existia.

O verbo e o seu divino falar,
Seu poder e sua construção
Terra em terra, águas em mar,
O Jardim de Deus, ornamentação.

E feito o verde feito e semente;
E feito o fruto e flor;
Luz e trevas,
Dia e noite.
E fez sol e calor.
Noite e dia, Lua.
Dias e dias dos anos.

Peixes no mar, alimento;
Aves a voar, animais e reptéis,
Bestas-feras a vagar.

E num consenso divino,
Com meticuloso elaborar,
O criador fez o homem imagem e semelhança sua
Para tudo domar, governar
E do Jardim de Deus zelar!

por Joab de Oliveira