Como os inseparáveis Athos, Porthos e Aramis – Os Três Mosqueteiros do romance de Alexandre Dumas, agora somos três. Nasceu no dia 10 de abril o nosso pequeno herdeiro: Heitor.
Nos últimos dias temos aprendido muito mais do que qualquer universidade pode ensinar, lições que não possuem teoria, só pratica. Dia após dia e noite após noite, aprendemos a decifrar o enigmático choro dos bebês: o de fome, o de fralda suja, o de manha… Aprendemos também a abrir mão do nosso “Eu” pelo “Tu”… Algo que só Martin Buber e seus pensamentos filosóficos podem explicar… Aprendemos, principalmente, a reconhecer a fragilidade da vida e a constatar a nossa limitação…
Limitação que nos faz sofrer, chorar… Que nos torna os mais frágeis entre os seres…
Limitação que veio do Éden, quando ousamos querer ser igual a Deus…
Limitação que nos faz ver que, apesar de toda a potencialidade humana de raciocinar e subjulgar as demais espécies, não passamos de um filhote frágil e indefeso, que precisou ser cuidado anos a fio, que aprendeu a andar e falar porque lhe ensinaram ou porque assimilou os exemplos de seus iguais…
Limitação que nos faz ter medo de aceitar a dificil tarefa designada pelo criador: ser pais…
Limitação que nos leva a nos achegarmos mais a Deus e confiarmos em sua providência para cumprirmos sua tarefa.
Obrigado Senhor!





