Home Notícias Esportes O técnico evangélico Jorginho traz novos ares para o América do RJ

O técnico evangélico Jorginho traz novos ares para o América do RJ

Os personagens da taça guanabara formam um roteiro que parece até reprise, mas existe uma novidade: um grande que virou pequeno e agora luta para ressurgir.

Um imagem que há muito tempo não se via. O América, sete vezes campeão estadual, não chegava a uma semi-final há 24 anos; à conquista de uma Taça Guanabara, 32 anos. O último título estadual foi em 1960. Agora, enfrenta a Cabofriense na semi-final.

O time comandado pelo tetra-campeão Jorginho começou bem por baixo. “Passamos muito sufoco. Passamos dois meses aqui sem receber nada. Mas a gente sabia que iria ser assim e eu creio que isso trouxe um sentido de grupo muito grande”, conta Jorginho. Mas agora o América está no centro das atenções e existe algo diferente na versão 2006.

“Antes dos jogos a gente se reúne, fazemos nossas orações e nosso louvor e isso tem ajudado bastante”, relata Santiago, zagueiro do time. “Somos uma família, a família de Deus aí”, diz Robert, meio-campo.

Xingamentos? Nem pensar. Jorginho afirma que “Você pode reclamar, você pode chamar a atenção, sem precisar xingar, sem ofender a mãe dos outros”.

O técnico Jorginho não quer transformar o clube em igreja, mas, se depender dele, o diabo, mascote do América, pode estar com os dias contados. “Ninguém gosta do diabo, é uma figura detestável, é uma figura maligna”, afirma Jorginho, que já tem até uma sugestão: “Se você observar a torcida do América, eles já aderiram à aguia, essa é a grande realidade”.