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Conforto

É frio lá fora e tem gente morrendo,
De frio e fome, que motivo horrendo!
Enquanto aqui dentro o cobertor me aquece,
Eu nem agradeço por estar comendo.

O vento sopra sobre o meu telhado,
Enquanto no sofá me encolho aconchegado,
No calor do lar, da mulher, dos filhos.
Mas sei que há quem solitário e triste, morra congelado.

O céu vermelho é lindo! Penso contemplando.
Porém, traz maus presságios pra quem mora andando.
É geada certa para a madrugada!
Tristeza de quem vive perambulando.

O calor do lar, da família amada,
Da cama quentinha, da casa bem cuidada,
Refletem o amor dos braços do Pai.
Grato, reconheço não me faltar nada!

Porém, se algum dia me encontrar na rua,
Mesmo que o frio corte a pele nua,
Jamais sentirei o frio da solidão!
Certamente há de sossegar-te oh alma,
No colo do amado, esperança tua.

É frio lá fora e tem gente morrendo,
Por não ter a Cristo, que motivo horrendo!
A segurança eterna que possuo agora,
Compartilho eu, com quem está sofrendo?

Para ruminar vida afora:

“Então dirá o rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era forasteiro e me hospedastes; estava nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; preso e fostes ver-me” Mateus 25:34-36.