“Então disse Jesus
aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro:
Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos
crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”
(João
6:67-69)
O Senhor Jesus Cristo
havia alimentado a multidão faminta, e agora queriam coroá-Lo rei, com o único
objetivo de que Ele providenciasse todas as necessidades materiais do povo. Mas
o Senhor Jesus não se dobrou ao desejo deles, pois não queria lhes dar somente
a comida que perece, mas a Si mesmo como Pão da vida (vv. 35 e 48). E mais ainda, o
povo deveria comer Sua carne e beber Seu sangue, ou seja, Ele daria Sua vida
por eles para que “comessem e bebessem”, isto é, aceitassem Seu sacrifício pela
fé, recebendo assim a vida eterna (vv. 52-56). Muitos que haviam seguido o Senhor
Jesus até esse momento consideraram tais palavras difíceis de tolerar e o
abandonaram.
Então o Senhor Se
voltou para os doze apóstolos e lhes fez a pergunta acima. Pedro, como
porta-voz dos discípulos, respondeu com outra pergunta: “Senhor, para quem
iremos nós?” Havia outra alternativa? Havia outra pessoa que se igualasse ou
substituísse o Senhor? Pela fé compreenderam que Jesus era o Santo de Deus, o
Salvador, a Fonte da vida eterna.
Hoje em dia a maioria
das pessoas e das religiões considera Jesus uma Pessoa interessante – um homem
de caráter exemplar, um professor de moral, amigo dos pobres e oprimidos, etc.
Mas tão logo Ele é apresentado como único Salvador e Senhor, a reação é a mesma
da multidão: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (v. 60).
Diante de tais
palavras do Senhor Jesus só há duas opções: declarar o que Pedro declarou ou
abandonar o Senhor. Não há meio-termo.





