“Porque também nós
éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados… odiando-nos uns aos
outros. Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para
com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a
sua misericórdia, nos salvou”
(Tito
3:3-5)
Um historiador relata
o seguinte episódio acontecido durante a guerra mexicana pela independência no
começo do século XIX:
Nicolas Bravo, o
libertador, havia capturado centenas de espanhóis. Por causa de um traidor, seu
próprio pai caiu nas mãos dos espanhóis. Eles exigiram a rendição de Bravo ou
matariam seu pai. O general mexicano Morelos ofereceu ao vice-rei a libertação
dos prisioneiros em troca. Sua oferta foi recusada, e o pai de Bravo foi
enforcado como um criminoso comum. Portanto, a vida dos cativos estava em
perigo.
No início, Nicolas
ficou amargurado e preparou a execução deles. Mas quando pensou que centenas de
homens inocentes iriam morrer como vingança pela morte de seu pai, não
conseguiu dormir. Na manhã seguinte, ele colocou seu plano em ação.
Ele mandou trazer os
prisioneiros e lhes declarou: “Vocês sabem que deveriam ter sido libertados em
troca da vida de meu pai, mas o vice-rei não aceitou e assassinou meu pai. Não
estou preparado para agir como ele. Eu lhes concedo a liberdade. Vão para onde
quiserem”. No primeiro momento, ninguém acreditou nele. Depois houve alívio e júbilo.
“Nós não iremos embora. Lutaremos pela independência do México. Vida longa ao
general Bravo!”
Essa história não nos
faz lembrar da infinita graça que Deus nos mostrou? Não apenas estávamos
separados dEle; éramos Seus inimigos e pecamos contra Sua santidade. Mas ainda
assim, Deus quis nos salvar e nos fazer Seus filhos, não por causa de Sua
magnanimidade, mas pelo Seu amor. Será que não vale a pena servi-lo para
sempre?





