“Estava no mundo, e
o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e
os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de
serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome”
(João
1:10-12)
Uma barulhenta
passeata agitava cartazes e enchia a rua. As pessoas olhavam os participantes
com uma mistura de medo e indiferença. De todos os lados ouviam-se exigências,
e havia representantes dos mais diversos interesses. Os homens insistiam em
seus direitos, ou no que pensavam ser seus direitos. Não nos cabe discutir aqui
o mérito dessa questão.
No meio da multidão
que clamava por seus direitos, um cristão percebeu que vivia em um mundo
marcado pela injustiça, mas seu Mestre jamais clamou ou exigiu qualquer coisa.
Muito tempo antes do Senhor Jesus nascer já estava registrado: “Não clamará,
não se exaltará, nem fará ouvir a sua voz na praça” (Isaías 42:2). Embora estivesse
no mundo que criou, o mundo se recusou a reconhecê-Lo como Senhor.
Mas o evangelista
acrescenta imediatamente: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder
de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome”. Isto é mais
precioso que tudo, se tornar um filho de Deus, e é um privilégio fundamental
garantido a todos os que crêem no Senhor Jesus. Ninguém pode ser privado disso.
Mas o interessante é que, apesar de ser o supremo privilégio, é talvez o mais
desprezado e ignorado!
Porém, os que são
filhos de Deus podem fazer coro com o apóstolo Paulo: “Porque estou certo de
que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as
potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem
alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo
Jesus nosso Senhor” (Romanos
8:38-39).





