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DUAS ANISTIAS

“Seja-vos, pois,
notório, homens irmãos, que por este se vos anuncia a remissão dos pecados”

(Atos
13:38)

Por ocasião do 50º
aniversário de sua ascensão ao trono, no ano do jubileu de 1887, a rainha
Vitória concedeu anistia geral para todos os desertores do exército britânico.
O édito começava assim: “Seja notório a todos os interessados…”.

Quem desertava podia
aguardar as piores punições. Certamente a maioria deles aproveitou a
oportunidade dessa graciosa oferta para sair do esconderijo.

As palavras do
versículo de hoje são parte do discurso de Paulo na sinagoga em Antioquia. Mas,
ao contrário da oferta da rainha inglesa, relativamente poucas pessoas se
aproveitaram dessa também graciosa oferta. Os religiosos judeus da época se
recusaram a admitir que essa mensagem do perdão dos pecados era direcionada a
eles. No entanto, os que receberam a mensagem da graça foram os gentios.

A oferta da graça divina
não se aplica a todos? Cada pessoa que nasce neste planeta precisa do perdão
dos pecados. Então é inútil tentar nos esforçarmos para esconder nossos pecados
dos olhos do Deus vivo. O rei Davi tentou, mas não conseguiu: “Ó Senhor, não me repreendas na tua ira,
nem me castigues no teu furor… nem há paz em meus ossos, por causa do meu
pecado. Pois já as minhas iniqüidades sobrepassam a minha cabeça; como carga
pesada são demais para as minhas forças… Porque eu declararei a minha
iniqüidade; afligir-me-ei por causa do meu pecado… Apressa-te em meu auxílio,
Senhor, minha salvação” (Salmo
38).

Lembre-se: uma anistia
humana não fica disponível para sempre. E nem a divina. “Eis aqui agora o tempo
aceitável, eis aqui agora o dia da salvação” (2 Coríntios 6:2).