“Servimos a Deus em
espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo.”
“Portanto,
ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor”
(Filipenses
3:3; Hebreus 13:15)
Petição e louvor estão
sempre misturados na adoração, mas, no sentido exato, não constituem a
adoração. “Senhor, me salve” é petição; “Obrigado, Senhor, por salvar minha
alma” é louvor; mas “Obrigado, Senhor, por quem Tu és” é adoração.
Petição. Para ilustrar, imaginemos uma pessoa que não sabe nadar caia em um
rio. Conforme luta para se salvar, percebe como está impotente, e clama em seu
coração: “Socorro, socorro! Me salve, me salve!” Isso é petição.
Louvor. De repente, um homem bem-vestido aparece e, arriscando a própria
vida, sem hesitação pula no rio e resgata o quase-afogado. A resposta é o
louvor irresistível. “Como você foi corajoso em me salvar! Como posso lhe
expressar minha gratidão por ter me salvado? Obrigado, obrigado”. Isso ilustra
o que acontece quando um pecador aceita e recebe a obra vicária de Cristo no
calvário. Ele está seguro de que foi salvo da pena capital que seus pecados
mereciam e sua alma é preenchida com alegria e louvor por Aquele que O salvou.
Adoração. Então o salvador diz: “Por favor, venha à minha casa e jante comigo
para que possamos nos conhecer melhor”. Para sua surpresa, o seu benfeitor é
extremamente rico. Durante um excelente jantar, ele se dá conta da nobreza,
bondade, amabilidade e humildade de seu anfitrião – seu caráter moral e
verdadeiro valor. Embora não esqueça de que seu anfitrião foi quem o salvou,
agora passa a admirar e apreciar a própria pessoa do seu salvador. A expressão
disso é a adoração.
Jamais podemos
esquecer que Cristo é nosso Salvador e que nos redimiu ao custo de Seu próprio
sangue, mas, conforme o Espírito Santo revela seu caráter, nos tornamos cada
vez mais capazes de adorá-Lo verdadeiramente.





