“E ele converterá o
coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu
não venha, e fira a terra com maldição”
(Malaquias
4:6)
“Maldição” é a última
palavra do Antigo Testamento; a idéia que fecha o Novo Testamento é “graça”.
Embora tais ocorrências possam parecer acidentais, as palavras são realmente
representativas dos aspectos da verdade descortinada nos livros nos quais estão
inseridas.
A palavra “maldição” e
suas derivadas aparecem 171 vezes no Antigo Testamento, e apenas 19 vezes no
Novo Testamento, em geral, se referindo às questões humanas. Por outro lado, a
palavra “graça” ocorre apenas 12 vezes no Antigo Testamento, e é usada em
alguns exemplos pessoais, mas não contém de modo algum a idéia do Novo
Testamento, onde aparece 125 vezes.
O Antigo Testamento é
o registro do “primeiro homem” e sua posteridade, e está cheio de incidentes
mostrando o pecado contínuo do homem contra Deus e sua desobediência. Portanto,
a maldição de Deus sobre o homem era a única conclusão lógica. De fato, é o fim
do homem que segue a carne (Deuteronômio
28). Quando todas as ofertas da misericórdia são
rejeitadas, a sentença de Deus é inexorável. Além disso, o que havia sido uma
mera figura temporal na antiga dispensação, adquire um caráter eterno na plena
luz do Novo Testamento. Muitos, por sua própria escolha e dureza de coração,
ouvirão a sentença final do Senhor: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo
eterno” (Mateus 25:41).





