“O Senhor fortaleceu a Eglom, rei dos
moabitas, contra Israel; porquanto fizeram o que era mau aos olhos do Senhor. E reuniu consigo os filhos de
Amom e os amalequitas, e foi, e feriu a Israel, e tomaram a cidade das palmeiras.
E os filhos de Israel serviram a Eglom, rei dos moabitas, dezoito anos”
(Juízes
3:12-14)
Moabe tinha uma
relação de parentesco com Israel, mas Israel nunca teve inimigos mais cruéis e
implacáveis que os moabitas e amonitas. Lembre-se de que o Senhor advertiu que
os adversários do homem poderiam ser os de sua própria casa (Mateus 10:36).
Portanto, laços de sangue, ao invés de serem úteis, podem se tornar grandes
empecilhos. Mas essa não é a mensagem de hoje.
Moabe simboliza um
povo e um princípio aparentemente relacionados com o povo de Deus, mas sem a
vital e divina conexão. Moabe simboliza a profissão de fé vazia, uma mera
semelhança com a realidade divina, sem conteúdo. O poder de Moabe é uma figura
do poder da confissão – o poder da melhoria externa. As melhorias são bastante
tentadoras! Elas tornam a pessoa externamente honesta, diferente, e ajustada –
como um viciado que abandona o vício. No entanto, a melhoria não faz de ninguém
um discípulo de Cristo e nem participante da vida divina.
“Era Eglom homem muito
gordo” (v. 17). Isso sugere a falta de vigor e poder de uma pessoa forte,
musculosa. Da mesma maneira, uma mera profissão de fé é morta, uma massa inerte
de informações religiosas que sufoca a vitalidade espiritual. E por faltar
vitalidade, o indivíduo fica negligente quanto às questões eternas. Um mero
religioso é assim. Não se incomoda em fazer nada que requeira esforço ou
empenho.
Dizer-se cristão sem o
ser é mentira, e uma das mais perigosas, pois significa viver diariamente na prática
dela. “Bem-aventurados aqueles que guardam os seus (de Cristo)
mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na
cidade pelas portas. Ficarão de fora… qualquer que ama e comete a mentira” (Apocalipse 22:14-15).





