Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de
males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos
com muitas dores
(1 Timóteo 6:10)
(Leia 2 Reis 15-27)
A primeira coisa que Naamã fez depois de sua cura foi voltar
e agradecer ao instrumento que a tornou possível. Isso nos lembra um dos dez
leprosos que foram limpos pelo Senhor, o qual “vendo que fora curado, voltou,
dando glória a Deus em alta voz” (Lucas 17:15). E
o mais notável disso é que ele também era estrangeiro.
Naamã aprendeu que a salvação é absolutamente gratuita.
Muitos jamais conseguiram aceitar esse fato. Isso se torna mais compreensível
quando se vê uma classe de clérigos recebendo favores pessoais em troca de
perdão de pecados: “sórdida ganância” (1 Timóteo
3:8; Tito 1:7; 1 Pedro 5:2). Geazi nos faz pensar sobre isso. A conduta
dele, tão influenciada pelo amor ao dinheiro, prejudicou a compreensão de Naamã
sobre o dom gratuito de Deus. O coração do homem de Deus, tão preocupado com o
“novo convertido”, assistiu à cena tempo todo. O ato desonesto é exposto, e o
cobiçoso Geazi recebe uma terrível punição (Atos
5:1-11). “Era isto ocasião para tomares prata e para tomares vestes,
olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas?”, pergunta Eliseu, cuja
fortuna pessoal era seu manto profético. Que pergunta séria! Como discípulos de
um Mestre que se tornou pobre, nós, às vésperas de Seu retorno, não temos tempo
para desperdiçar tentando amealhar fortunas neste mundo (Tiago 5:3; Ageu 1:6-7).





