Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de
trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto
(João 12:24)
Essas palavras do Senhor parecem ser uma
estranha resposta às pessoas que simplesmente queriam vê-Lo. No entanto,
conforme Ele ia falando com elas, uma maravilhosa mensagem surgia – uma
mensagem que tem ecoado pela eternidade, cuja verdade é esta: Tudo o que é para
Deus resulta da morte!
O Senhor Jesus era o grão de trigo que caiu
na terra e morreu para não ficar só. Sua obra consumada na cruz do Calvário
produziu uma abundante colheita eterna. Ele está trazendo muitos filhos à
glória que serão eternamente conformados à Sua imagem – assim como o grão de
trigo na espiga é a imagem da semente que “morreu” para produzi-lo.
E da mesma maneira, nós, como grãos de
trigo que resultaram da morte de Cristo, temos de cair na terra e morrermos se
quisermos dar frutos para Deus. Sabendo que Cristo morreu por nós, temos de ser
feitos “conforme à sua morte” (Filipenses 3:10)
– para que possamos ser ressuscitados com Ele e andar em novidade de vida.
Então vamos começar a entender e experimentar o que significa perder nossa vida
para ganhá-la.
No passado, alguns marinheiros britânicos
aportaram em uma ilha gelada e acidentalmente atearam fogo nela. Sua parca
vegetação rapidamente se incendiou. Aparentemente era uma vergonha que aqueles
homens tivessem consumido o pouco verde da ilha. Mas esse não é o final da
história. Anos depois, a ilha estava coberta de lindas bétulas. As sementes
germinaram devido ao calor do fogo. A morte do antigo cenário tornou possível o
surgimento do novo.
A morte da nossa carne, o velho e familiar
cenário que vivíamos e nos movíamos antes da redenção, é o que possibilita a
vida eterna – a vida de Deus com toda a glória e frutos que ela possuiu – se
manifestar em nós e através de nós!





