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Joseph Ratzinger é o novo papa e assume o nome de Bento XVI

Os 115 cardeais reunidos em conclave, no Vaticano, elegeram nesta terça-feira o cardeal alemão Joseph Ratzinger, de 78 anos, como o novo papa, o da história da Igreja Católica. A tradicional da fumaça branca e as badaladas dos sinos da Basílica de São Pedro anunciaram o término da eleição. O nome utilizado por Ratzinger será Bento XVI.

O novo papa foi eleito no segundo dia do conclave e na quarta rodada de votações. Braço direito de João Paulo II, Ratzinger usou mão-de-ferro para defender a doutrina da Igreja e puniu alguns importantes teólogos que a criticavam, em particular, os latino-americanos ligados à teologia da libertação.

Em entrevista ao Portal ELNET, o bispo metodista Adriel Souza, presidente do Conselho Nacional de Igrejas do Brasil (CONIC) e coordenador da campanha da Fraternidade, afirma que a trajetória do cardeal foi marcada pelo conservadorismo em relação ao avanço da Igreja. Entre os assuntos em que se opõe estão o sacerdócio feminino e a bioética.

Entretanto, no papado, Adriel acredita que Ratzinger deve assumir uma nova posição. “Ele sempre adotou uma postura extremamente vertical, tendo a Igreja Católica como única. Suas posições foram bem demonstradas durante sua assessoria a João Paulo. Agora, é um momento novo, novas exigências. Espera-se que o cardeal possa analisar o contexto mundial”, declara.

Segundo o bispo, houve uma grande expectativa por parte dos países em desenvolvimento para que o pontífice os representasse. Adriel destaca que o papa deverá priorizar o chamado Terceiro Mundo focando, por exemplo, a desigualdade de renda com relação aos países ricos. Ele ainda propõe que o Vaticano realize um terceiro concílio para discutir os desafios do século XXI.

Quanto ao avanço das igrejas neopentecostais da América Latina, que está na pauta da Santa Sé, Adriel é categórico ao afirmar que há um crescimento, mas pouca ação. Fato que tem levado líderes religiosos a questionarem a qualidade deste progresso. E sobre o diálogo ecumênico, o bispo é otimista ao dizer, a despeito do histórico de Ratzinger, que espera um progresso na comunicação intereligiosa e que não se perca o que já foi conquistado.

Fonte: Elnet