O jornal A Folha de São Paulo noticiou que em Joinville, a animação Madagascar, da Dreamworks, está proibida de ser exibida para crianças e adolescentes, mesmo acompanhados de pais ou responsáveis.
A decisão foi tomada de acordo com o pedido do advogado George Alexandre Rorhbacher, que entrou com representação contra a UIP (United Internacional Pictures, distribuidora de filmes). Infelizmente, a UIP parece não ter se manifestado sobre o assunto, já que a Folha não conseguiu entrar em contato com a empresa.
De acordo com o Rorhbacher, a película mostra em diversos momentos e de maneira subliminar, mensagens de estímulo ao consumo de drogas (em especial, o ecstasy), se mostrando prejudicial ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. Baseado nisso, Rohrbacher pediu a proibição da dibulgação e da exibição do filme na cidade, que tem 477 mil habitantes. Na sentença, o juiz reconheceu que há trechos na produção infantil que apresentam mensagens subliminares: “O conteúdo manifesto esconde no latente algo que não aparece, mas influencia e condiciona. A protagonista, ao chegar a uma festa, lamenta a ausência da balinha (…) Relembre-se aos mais incautos que balinha é sinônimo de ecstasy. O importante é que crianças e adolescentes, público alvo da película, não podem continuar submetidos ao filme, cuja apologia naturalizada ao consumo de entorpecentes é acolhida sub-repticiamente. Mas não posso proibir o filme, até porque os adultos podem escolher assistir.”
Os locais de exibição do filme na cidade já foram avisados da decisão judicial e estão sujeitos a uma pena de R$ 500,00 por criança ou adolescente que assistir ao filme. Além disso, os estabelecimentos foram obrigados a afixar cópia da decisão na bilheteria. “Madagascar” é exibido em 450 salas em todo o Brasil e conta a história de animais do zoológico do Central Park, em Nova York.





