Depois de todos os estados e territórios terem revogado as leis que declaravam ilegal a prática de bruxas, sacerdotes, deusas e druidas célticos, a nova moda na Austrália é o casamento celebrado por uma cerimônia de bruxaria. Quatro pessoas com experiência no ocultismo foram qualificadas como celebrantes de casamento e estão oferecendo casamentos com feitiçarias.
Segundo a celebrante-pagã Ann-Marie Cloke, os pedidos chegam em grande número e rapidamente. No casamento pagão, os noivos são amarrados com um laço e têm que pular uma vassoura tradicional. O coordenador da Rede Pagã, Gvin Andrew, afirmou que o cabo da vassoura e seus pelos simbolizam a junção do homem e da mulher.
Cloke defendeu a idéia de que os que seguem bruxarias não são pessoas assustadoras, apenas têm um calendário diferente de adoração a coisas, mas que nada se difere à forma como outras pessoas celebram o Natal, por exemplo.
O último território a legalizar o “casamento bruxo” foi Victoria, no mês passado. O antigo estatuto do país, de 1958, declarava qualquer tipo de exercício de bruxaria como um crime a ser punido. Segundo a Rede Pagã, liderada por Andrew, em 2001, 11 mil cidadãos se declararam pagãos e outros 8.700 tinham se auto-declaro bruxos.