Uma campanha entre autoridades e Igreja Católica teve início quinta-feira em repúdio a tramitação no Congresso que legaliza a prática do aborto.
Durante a Reunião do Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos), que ocorreu em Brasília ao longo da semana, foi produzida uma carta intitulada “O Direito de Nascer, onde os religiosos argumentavam que a vida humana deve ser respeitada e defendida desde o começo da existência, até sua morte natural”.
Para o presidente da CNBB, Dom Geraldo Majella, a questão é gravíssima, e os direitos humanos devem ser defendidos para todos.
Os bispos disseram ainda que o aborto não pode ser submetido a plebiscito, pois a vida seria um direito fundamental do ser humano a ser respeitado.
”Aborto não é a mesma coisa de armas. É uma questão de princípios. Um plebiscito não pode dizer se é permitido matar alguém ou não. Não é lícito matar”, disse dom Geraldo Majella.
O texto deverá ser encaminhado aos parlamentares e ao presidente Lula nos próximos dias.