Pesquisa inédita mostra que a maioria dos americanos acha que a indústria cultural e cinematográfica do país contraria valores morais e religiosos da sociedade.
A fábrica de sonhos já não é a mesma. Consolidada como meca do cinema mundial, Hollywood, na Califórnia (EUA) tem sido cada vez mais questionada em função dos valores que defende em suas produções. A Liga Anti-Difamação (ADL, na sigla em inglês), entidade que combate o anti-semitismo, encomendou uma pesquisa para aferir o que os americanos pensam sobre a produção cultural do país em face da moral, dos bons costumes e dos valores religiosos. Intitulada “Atitudes americanas relativas à religião, valores morais e Hollywood”, a pesquisa foi feita pelo Marttila Communications Group, que entrevistou mil adultos em todo o país, e teve seus resultados divulgados na última reunião anual da ADL, em Los Angeles.
De acordo com o estudo, 61% dos entrevistados acreditam que os valores religiosos nos Estados Unidos estão “sob ataque” e 59% concordam que as redes de TV e os grandes estúdios de cinema do país não compartilham os valores religiosos e morais observados pela maioria dos americanos. Já para 43% das pessoas ouvidas, Hollywood e a mídia nacional estão travando uma campanha organizada para “enfraquecer a influência dos valores religiosos neste país”. Por outro lado, quase a metade dos pesquisados (49%) acreditam que os EUA estão ficando “tolerantes demais na aceitação de idéias e estilos de vida diferentes”.





