Me sinto assim. Meio órfão de pai! Entre tantos que tenho, perdi um.
Morreu um homem que podia ser tudo, menos comum.
Me sinto um guerreiro, ao ver tombar um capitão.
Marcho, porque a luta continua, mas fui ferido, bem perto do coração.
“Vai alma abatida, corre a sepultar, toda a tua mágoa, todo o teu pesar.
Oh, não desfaleças na tua aflição, a Cristo confia tudo em oração.”
(Hinos e Cânticos 213, estrofe I)
Amou Hacy, como a si mesmo, como Cristo amou a igreja e por ela se entregou.
Apaixonado pela CAUSA, a ela a vida devotou.
Amando e sendo assim amado, à sua amada foi fiel.
Assim viveram, revelando o amor de Cristo à sua igreja, glorioso mistério do céu.
“Bendito Deus e pai de amor: Erguemos nós com gratidão,
A nossa voz a ti, Senhor em reverente adoração.
Porque nos sábios planos teus, tu nos uniste, ó nosso Deus,
A fim de, em pleno e santo amor, vivermos para ti Senhor.
Concede, ó pai que até o fim, possamos nós cumprir, assim,
Em nossa união o teu querer, a ti em tudo obedecer;
Que possa sempre o nosso lar, em tudo a Ti glorificar.”
(Hinos e Cânticos 191, estrofe I)
Rompendo em fé assim viveu, seus dias aqui nessa terra.
Realizou com fúria seus projetos, como quem luta mesmo numa guerra.
Rasgou seu coração nos púlpitos da vida, se foi, mas combateu o bom combate.
Reverência a Cristo, respeito à “SANTA BÍBLIA”, foram seu estandarte.
“Com a palavra de Deus ao meu lado, aos seus ensinos me quero apegar,
Por seus divinos preceitos guiado, nos santos passos de Cristo hei de andar.”
(Hinos e Cânticos 354 estrofe IV)
Chorar deveras a perda de tal homem é sentir no peito a dor do evangelho.
Cadenciar na mesma sintonia, remindo o tempo, com quem levou a vida tão a sério.
Contando o ano ao passo dos segundos, laborioso e incansável servo do Senhor.
Capaz, determinado e diligente, lançava-se ao trabalho com ardor.
“A noite vem chegando, tempo é de trabalhar,
Na tarde desta vida, vamos labutar.
A Cristo, enquanto é dia, sempre sirvamos bem,
E à noite, então, teremos seu descanso além.”
(Hinos e Cânticos 415, estrofe III)
Oblação foi sua vida, e os hinos que escreveu, certamente lhe fazem jus.
Operoso praticante da palavra de Jesus! Pra nós, os “iniciantes”, foste tu, raio de luz!
O raio que rompe a aurora, o galo que canta garboso, vigoroso, anunciando esperança!
O madrugador, o atalaia bendito, Luiz Soares, o “velho” com coração de criança.
“O Senhor Jesus vos fala, escutai com atenção:
`Eis os campos branquejando, e os ceifeiros onde estão?`
Como seus fiéis ceifeiros, consagremos ao Senhor,
Nossos dons, e bens, e tempo, nossas vidas, nosso amor.”
(Hinos e Cânticos 414, estrofes I e V)
Sua voz jamais enfraqueceu, e trovejante ainda hoje, ecoa magnânima e forte.
São pouquíssimos os homens que conseguem se fazer ouvir além da morte!
Sentirei saudades suas, meu mentor e companheiro! E de tudo o que você representou.
Sua dignidade, seu senso de dever, seu zelo. O espírito missionário, que a sua vida exaltou.
“Sossega ó alma: vem chegando o dia,
Em que há de vir buscar-te o seu Senhor.
Jamais tristeza, dor ou agonia,
Te afligirão no céu de luz e amor.
Sossega ó alma: enfim no eterno lar,
Teu pranto em gozo, vai se transformar.”
(Hinos e Cânticos 450, estrofe III)
LUIZ SOARES (1930 – …)
Para ruminar vida afora:
“Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar e que maneja bem a palavra da verdade” I Timóteo 2:15. “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” II Timóteo 4:7.





