Ouça a pergunta que Deus fez a Jó: “Onde você estava quando lancei os alicerces da terra? Responda-me, se é que você sabe tanto” (Jó 38:4). Uma pergunta teria sido suficiente para Jó, mas não é suficiente para Deus. As perguntas surgem. Elas se espalham nas câmaras do coração de Jó com uma impetuosidade, uma beleza e um terror que deixa todo Jó que já viveu suado e sem palavras, vendo o Mestre redefinir quem é quem no universo.
As perguntas de Deus para Jó não têm a intenção de ensinar; elas têm a intenção de impressionar. Elas não têm a intenção de estimular a mente; elas têm a intenção de dobrar seus joelhos. “Quem primeiro me deu alguma coisa, que eu lhe deva pagar?” Deus declara no crescendo do vento. “Tudo o que há debaixo dos céus me pertence” (Jó 41:11). Jó não conseguiu argumentar. Deus não devia nada a ninguém. Sem explicações, sem desculpas. O que torna o fato de ele nos ter dado tudo ainda mais impressionante.






