Trabalha negro, trabalha!
Que o trabalho não tem fim.
O canto triste do campo
Lembra-me de onde vim.
O sol que arde nas costas
Cortadas pela chibata,
Não é o motivo do choro,
Não é o que aos poucos me mata!
Eu morro é de tristeza!
De saudade da beleza,
Do esplendor da minha terra!
Do cheiro da mata, da relva…
O fedor dos companheiros,
Da embriaguês, da cana,
O pelourinho, o poleiro,
Embotam-me da lembrança
A casa que o meu peito ama.
Trabalha negro, trabalha!
Que o trabalho não tem fim.
Deito no chão que me cabe,
Penso “o que será de mim?”
Depois duma vida breve,
Derreterei como neve,
No final da estação.
Trabalha negro, trabalha!
Cumpre tua escravidão!
Sonhando com a liberdade,
Sabendo que só no Senhor,
Teu trabalho não é vão.
Para ruminar vida afora:
“Pois, que tem o homem de todo o seu trabalho, e da fadiga do seu coração, com que ele anda trabalhando debaixo do sol? Porque todos os seus dias são dores, e o seu trabalho,desgosto;até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade. Nada há melhor para o homem do que comer,beber e fazer que sua alma goze o bem do seu trabalho.No entanto vi também que isto vem da mão de Deus, pois, separado deste, quem pode alegrar-se? Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” Eclesiastes 2:22-24; I Corintios 15:58.





