“Vós, maridos, amai
vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por
ela”
(Efésios
5:25)
Nessa passagem, o
apóstolo está nos exortando no tocante à conduta que o crente deve ter no
relacionamento conjugal. Ao fazer isso, ele nos revela a íntima característica
do relacionamento. Ele afirma: “Serão dois numa carne”, e “Assim devem os
maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos”. Os dois
são vistos como um só, por isso, o apóstolo argumenta que um homem que odeia
sua esposa odeia sua própria carne, algo totalmente inédito. Por outro lado,
quem ama sua esposa ama a si mesmo.
Para reforçar tais
exortações e nos mostrar o verdadeiro caráter desse relacionamento, o apóstolo
enfoca o eterno relacionamento de Cristo e Sua Igreja. Isso nos conduz a uma
belíssima revelação do amor de Cristo por Sua Igreja, vista sob a forma de
Noiva, da qual Eva no jardim do Éden é um notável tipo.
A fonte de todas as
bênçãos para a Igreja é o amor incondicional de Cristo. Antes dela ser formada,
Ele a amou com perfeito, divino, infinito amor. Ele não morreu por ela
primeiro, a purificou e depois a amou; mas, ao invés disso, primeiro Ele a
amou, morreu por ela e depois a purificou. Seu amor foi até o extremo: Ele deu
Sua própria vida. E ao dá-la pela Igreja, o Senhor a comprou para Si mesmo
eternamente.
Apesar do “casamento”
ainda não ter sido realizado, o relacionamento entre Cristo e a Igreja já
existe. Cristo os trouxe para um relacionamento Consigo por Sua obra, fruto de
Seu amor. As responsabilidades e privilégios da Igreja fluem de um
relacionamento já estabelecido. Pertencemos a Cristo, e nosso privilégio, bem
como nossa obrigação, é sermos inteiramente dEle.





