Tu tens meu corpo, alma e espírito
A ti meu canto sacro, santo, heavy lírico.
Tu falas e eu me calo, em contemplação profunda e reverência.
Eu falo, e tu me ouves, com ternura, magnanimidade e paciência.
As vezes que fugi de ti, tu me alcançaste, com braços abertos e fortes me alcançaste.
Insististe comigo quando eu mesmo desistia; me guardas noite e dia.
Te adoro, amado meu, razão da vida!
De forma apaixonada e desmedida, porém, com toda a minha imperfeição.
Perdoa, pois, Senhor o meu pecado, que sangra seu amante coração!
Não entendo bem direito, nem como, nem por quê…
Que amizade é essa que se vê?
Deus tem prazer em comungar comigo!
Eu, curvado, o chamo de Senhor, tu me tocas com ternura e dizes: -amigo!
Não quero mais, Senhor, viver sem ti! Aliás, antes de te conhecer, jamais vivi!
Tu és, amado, meu sopro de vida; passei a viver quando te conheci.
Eu vivo aqui só pra te ver um dia! O resto é fardo, dissabor e lida.
Espero ainda vivo a sua vinda, mas sei também ser lucro a minha ida.
Razão de tudo, céu, terra e mar! Viver é existir pra te adorar!
Sentir tua presença, meu amado, é mais vital a mim que respirar.
Quero viver, Senhor, junto contigo e ser só seu por toda a eternidade!
Tu és amado meu, minha alegria, meu sol, meu bem maior e liberdade.
Para ruminar vida afora:
“Eu dormia mas o meu coração velava. Eis a voz do meu amado! Está batendo:” Cantares 5:2.





